Um edifício localizado na Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio de Janeiro, permanece desocupado há mais de um ano, desde que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) transferiu sua sede em outubro de 2022. O imóvel, conhecido como Torre Boa Vista, encontra-se à venda por R$ 35 milhões. Construído em 22 andares e com aproximadamente 11 mil metros quadrados de área, ele representa o principal ativo do fundo imobiliário Presidente Vargas (PRSV11), que conta com mais de 700 investidores. A administração da venda está a cargo da imobiliária Sérgio Castro Imóveis.
Antes da mudança, a Anac ocupava 13 andares do edifício, que elegia como sua sede principal. A mudança para o Palácio da Fazenda, localizado na mesma região central, foi motivada pelo objetivo de reduzir despesas com aluguel, estimadas em cerca de R$ 500 mil mensais na ocasião. Desde a saída da agência, o imóvel não recebeu novos inquilinos, o que resulta em alta vacância e impacto negativo no desempenho do fundo imobiliário. Atualmente, as cotas do fundo, negociadas na bolsa, estão próximas de R$ 8 milhões, enquanto o valor patrimonial do ativo é estimado em cerca de R$ 30 milhões. Nos últimos meses, para cobrir despesas de manutenção, o fundo precisou captar aproximadamente R$ 2,9 milhões.
O prédio possui lajes corporativas com cerca de 506 metros quadrados cada, além de espaços amplos passíveis de retrofit. Essas características podem atrair empresas interessadas em expandir sua presença no centro da cidade. Segundo especialistas, o processo de revitalização comercial na região ocorre de forma lenta, mas gradual, sendo potencializado pela chegada de novos empreendimentos residenciais.
Embora a venda do Torre Boa Vista enfrente dificuldades, negócios envolvendo imóveis próximos têm chamado atenção. Recentemente, a própria imobiliária responsável intermediou a venda de dois edifícios localizados nas ruas 824 e 844 da Avenida Presidente Vargas, adquiridos por uma rede de hotéis por aproximadamente R$ 17 milhões. A movimentação no mercado imobiliário da região indica um potencial de revitalização, mesmo diante do cenário de vacância prolongada do edifício.
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