O custo médio de presentes relacionados ao Dia das Crianças no Brasil aumentou 6,7% em comparação ao ano anterior, de acordo com levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Apesar do crescimento nos preços, a alta desacelerou em relação ao ano passado, quando a inflação dos itens chegou a 8,9%.
Produtos como chocolates tiveram a maior variação, com alta de 19,3%. Videogames também apresentaram aumento, de 11,2%, enquanto lanches e brinquedos tiveram reajustes de 8% e 7,1%, respectivamente. Roupas, por sua vez, apresentaram variações próximas de 4%, sendo uma alternativa mais acessível para os consumidores.
Mesmo diante da elevação nos preços, a expectativa é de aumento nas vendas. A CNC projeta que o comércio brasileiro movimentará aproximadamente R$ 9,27 bilhões com a data em 2026, um crescimento de 1,8% frente ao valor registrado em 2025. Os itens de uso pessoal e doméstico, incluindo brinquedos, devem representar a maior fatia do faturamento, com previsão de R$ 3,62 bilhões — cerca de 39% do total. Hipermercados e supermercados devem gerar R$ 2,63 bilhões, enquanto o setor de vestuário e acessórios pode atingir R$ 1,35 bilhão.
Entretanto, o cenário econômico apresenta desafios para muitas famílias. Dados da CNC indicam que 82% dos lares brasileiros estavam endividados e 29,9% possuíam contas em atraso, refletindo o impacto da alta taxa de juros sobre o orçamento doméstico e a capacidade de consumo. Apesar do aumento na renda e do mercado de trabalho manterem a expectativa de crescimento nas vendas, as condições restritivas de crédito continuam limitando uma expansão mais significativa no comércio.
Para evitar dificuldades financeiras, recomenda-se que os consumidores pesquisem preços, comparem opções de pagamento e estabeleçam limites de gastos ao planejar as compras. Com a proximidade do Dia das Crianças, o principal desafio será equilibrar a escolha dos presentes com a realidade das finanças familiares.
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