Eduardo Paes, considerado favorito na eleição pelo governo do Rio de Janeiro, pretende priorizar a neutralização de uma candidatura adversária em sua campanha. A estratégia é evitar dar destaque ao deputado Douglas Ruas, do PL, que possui reconhecimento limitado além de sua base em São Gonçalo.
O foco principal do grupo de apoio de Paes é Flávio Bolsonaro, senador e figura de maior força junto ao eleitorado de direita. Analistas vinculados à campanha avaliam que Flávio possui potencial para mobilizar a base conservadora e impulsionar a candidatura alinhada ao bolsonarismo, podendo ampliar o alcance da disputa ao nível nacional. Essa percepção foi reforçada por pesquisas recentes, que apontam Eduardo Paes com 34% das intenções de voto e Douglas Ruas com 9%. Ainda assim, cerca de 40% dos eleitores permanecem indecisos, o que mantém a eleição aberta a possibilidades de mudança.
A campanha de Paes adotou uma postura de evitar exposições excessivas de Ruas, considerando que essa estratégia impediria que seus adversários no PL ampliassem a visibilidade do parlamentar. Assim, a disputa é percebida mais como um confronto entre o prefeito e blocos políticos ligados a Jair Bolsonaro do que uma disputa direta entre Paes e Ruas.
O alto índice de eleitores sem definição de candidatura reforça a cautela do campo apoiando Paes. A movida de consolidar a candidatura de Douglas Ruas depende, sobretudo, do envolvimento ativo de lideranças do bolsonarismo, como Flávio Bolsonaro, na articulação da campanha.
Por outro lado, há incertezas no cenário bolsonarista para o Rio, com a possibilidade de investigações que possam desafiar nomes do partido, o que poderia trazer alterações na organização das estratégias eleitorais nas próximas semanas.
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