No Rio de Janeiro, o empresário Marcelo Fernandez Conde se pronunciou após ser alvo de investigação relacionada à suposta obtenção ilegal de dados fiscais sigilosos. Condenado por uma operação da Polícia Federal, Conde, que chegou a ter sua prisão decretada, questiona a condução do processo e nega envolvimento nas ações que lhe são atribuídas.
A investigação, conduzida sob supervisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, aponta Conde como figura central de um esquema destinado a acessar e divulgar informações confidenciais de diversos indivíduos, incluindo autoridades. A operação, que apura o acesso ilegal a dados de mais de 1.800 contribuintes, também envolve políticos, ministros e familiares, incluindo a esposa do ministro Moraes. A Polícia Federal indica que há uma estrutura organizada por trás das ações, envolvendo Conde como principal responsável.
Conde, filho do ex-prefeito do Rio Luiz Paulo Conde, atua no setor imobiliário e lidera a associação Rio Vamos Vencer. Em nota à imprensa, o empresário criticou a condução do procedimento, alegando falta de acesso aos autos do processo, o que teria dificultado sua defesa. Ele afirmou que essa situação compromete garantias essenciais de um Estado de Direito.
A operação ganhou repercussão nacional por envolver dados da família do ministro do STF, especialmente relacionados à esposa de Moraes, e integra um inquérito mais amplo que investiga acessos irregulares à Receita Federal. Conde afirmou que as ações foram conduzidas de forma truculenta e que ele e seus familiares tiveram ampla exposição pública, orientada pelo próprio ministro responsável pelo inquérito.
No texto, o empresário também criticou a atuação do juiz, indicando uma mistura de funções de investigação, acusação e julgamento na condução do caso. Ressaltou que nunca participou de atividades ilícitas voltadas à obtenção de dados sigilosos e reforçou sua trajetória de mais de 45 anos de atuação no mercado e na vida empresarial, além de envolver-se em ações civicas e recreativas.
Conde destacou ainda que houve excessos na apreensão de celulares e dispositivos eletrônicos, incluindo itens de familiares, apesar de os mandados terem como alvo sua pessoa. Ele também declarou que nunca se recuseu a colaborar com as autoridades e que jamais esteve na condição de foragido, diferentemente do que afirma a acusação.
Segundo o empresário, a operação trouxe prejuízos concretos à sua reputação e à de sua família, afetando suas atividades profissionais e pessoais. Ele afirmou que pretende exercer seu direito de defesa dentro do marco legal, baseando-se nos princípios constitucionais do contraditório, ampla defesa, devido processo legal e imparcialidade. Concluiu que contribuirá para esclarecer os fatos e resgatar os valores do Estado Democrático de Direito.
Até o momento, as autoridades responsáveis pela investigação não emitiram posicionamento sobre a manifestação de Conde.
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