outubro 9, 2026
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09/10/2026

Ex-governador Cláudio Castro deve quitar dívida de R$ 140 mil com a Cedae Saúde

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), está envolvido em uma investigação relacionada a dívidas e irregularidades na Cedae Saúde, após uma apuração sobre possíveis desvios na entidade. Ele possui uma dívida de R$ 140 mil com o plano de saúde, decorrente de despesas médicas realizadas sem vínculo formal com a companhia, mesmo nunca tendo sido funcionário dela. A administração atual da Cedae Saúde identificou que Castro, assim como sua esposa, Analine, e seus filhos utilizaram o serviço sem pagamento, tendo sido incluídos como associados durante a gestão de Erik Gualberto à frente da instituição.

O plano foi interrompido em agosto, após um ano e meio de inadimplência, e o ex-governador foi notificado oficialmente para regularizar o débito. A documentação aponta que Castro foi cadastrado para atendimento médico, apesar de não fazer parte do quadro de funcionários. A justificativa da administração atual é que o estatuto da Cedae Saúde permite que beneficiários sejam aqueles vinculados ao Poder Executivo, embora Castro afirme não ter solicitado adesão ao serviço. Segundo ele, a própria diretoria forneceu a carteirinha de uso, e ele só soube do débito uma semana antes de fazer contato para resolver a situação. Castro afirmou que quitará a dívida de R$ 140 mil.

A investigação, conduzida por uma auditoria da Grant Thornton apoiada pelo Gabinete de Segurança Institucional e pela própria Cedae, aponta suspeitas de desvios superiores a R$ 400 milhões na entidade. Entre as descobertas, está o pagamento de R$ 95 milhões para quatro empresas vinculadas a uma offshore atribuída a um ex-presidente da Cedae. Os documentos da auditoria estão sendo encaminhados ao Ministério Público do Rio de Janeiro.

O processo de investigação teve início após a exoneração de Gualberto, em junho, de 2026. A nova gestão da companhia revelou que arquivos foram apagados, incluindo registros de fornecedores e informações contábeis de dezembro de 2023 a abril de 2026, período correspondente à gestão do ex-presidente. Caso tenha sido possível recuperar esses dados, eles serão analisados no âmbito da apuração.

Além disso, a Cedae Saúde reportou uma redução de aproximadamente 70% nos repasses mensais feitos pela antiga administração. Enquanto antes os valores atingiam cerca de R$ 20 milhões, atualmente os aportes caíram para aproximadamente R$ 6 milhões. Essas diferenças fazem parte das irregularidades investigadas na auditoria em andamento.


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