O ex-goleiro Bruno, condenado pela morte de Eliza Samudio, tornou-se foragido após não se apresentar às autoridades para cumprir uma ordem de prisão. A determinação judicial foi emitida devido à revogação do seu regime de liberdade condicional, após descumprir uma condição estabelecida: não deixar o estado do Rio de Janeiro sem autorização judicial.
O mandado de prisão foi expedido pela Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro no início de março. Apesar disso, Bruno viajou para o Acre em 15 de fevereiro, onde participou de uma partida de futebol, atividade considerada irregular pelas normas vigentes. Essa ação motivou o Ministério Público a solicitar a revogação do benefício de liberdade condicional e a emissão de um novo mandado de prisão, em 5 de março, determinando seu retorno ao regime semiaberto. Como ele não cumpriu a ordem, passa a ser tratado como foragido das autoridades.
A defesa do ex-atleta alega que ele vinha cumprindo as condições estabelecidas e recorre da decisão, argumentando que a apresentação imediata não seria necessária e que seu cumprimento pode implicar em um regime de pena mais severo.
Bruno ganhou notoriedade nacional ao ser relacionado ao assassinato de Eliza Samudio, ocorrido em 2010, enquanto ainda atuava pelo Flamengo. Em 2013, foi condenado por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver, recebendo uma pena superior a 20 anos de prisão. O corpo da vítima nunca foi localizado.
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