Felipe Carregal foi exonerado do cargo de vice-presidente jurídico do Vasco da Gama pelo dirigente Pedrinho e comentou sobre a potencial venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube para os empresários José Roberto Lamacchia, proprietário do banco Crefisa, e Marcos Faria Lamacchia, seu filho. Carregal afirmou ter apoio à venda, embora destaque preocupações relacionadas às condições da negociação e à composição dos órgãos de governança da futura SAF.
Durante entrevista, o advogado explicou que, em negociações anteriores, buscou garantir a participação do clube na tomada de decisões, propondo a inclusão de representantes do Vasco no Conselho de Administração e no Conselho Fiscal da empresa. Segundo ele, o investidor não quis aceitar essa condição, o que foi uma das razões de sua resistência a certos pontos do negócio. Além disso, Carregal apontou a ausência de cláusulas de correção monetária no valor previsto para a venda, de R$ 500 milhões, divididos em cinco parcelas de R$ 100 milhões, o que poderia diminuir o valor real recebido pelo clube ao longo do tempo.
Carregal reiterou que, mesmo sendo favorável à venda do futebol do Vasco, considerava importante estabelecer garantias de governança e atualização dos valores para evitar possíveis obstáculos na tramitação do acordo. Ele destacou que, na sua visão, o presidente do clube deveria ocupar uma das cadeiras na SAF, posição também defendida em negociações anteriores. Além disso, afirmou que alertou sobre a necessidade de estabelecer regras que assegurassem uma gestão equilibrada e evitariam resistências internas ao processo de venda. Atualmente, o clube trabalha na conclusão do processo, aguardando desdobramentos das tratativas em andamento.
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