junho 10, 2026
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10/06/2026

Golpes envolvendo Pix se intensificam em Niterói com comprovantes falsos e transferências canceladas

Moradores e comerciantes de Niterói devem redobrar a atenção devido ao aumento de ocorrências envolvendo golpes pelo Pix na cidade. As fraudes frequentemente envolvem o uso de comprovantes falsificados e o cancelamento de transferências após a entrega de produtos ou serviços.

Segundo registros recentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro, diversas incidências foram notificadas em bairros como Icaraí e Centro, resultando em prisões e investigações em andamento. Essas ações criminosas têm sido acompanhadas pelas equipes de segurança locais e pelo sistema de monitoramento da prefeitura.

Casos concretos evidenciam a dinâmica dessas fraudes. Em abril de 2026, uma mulher foi presa em flagrante ao tentar aplicar um golpe em uma loja localizada em Icaraí. Ela apresentara um comprovante de Pix agendado como se fosse uma transação concluída, mas posteriormente cancelou a operação. Em outra situação, registrada em junho de 2025, um homem foi detido após realizar compras na internet, retirar os produtos e cancelar o pagamento logo após. Ainda, um casal causou prejuízo de aproximadamente R$ 5 mil a um comércio de alimentos, utilizando documentos falsificados para simular pagamento.

Os golpistas adotam estratégias simples, mas eficientes. Entre os métodos mais utilizados estão o envio de comprovantes adulterados, o uso de Pix agendado não concluído, o cancelamento de transferências depois de a mercadoria ser retirada e tentativas de recuperar valores pagos indevidamente. Na maioria dos casos, a vítima acredita que o pagamento foi realizado, mas o valor nunca chega à conta do estabelecimento.

Um golpe em crescimento é o denominado “Pix errado”, no qual o criminoso realiza uma transferência real para a vítima e, logo após, afirma que enviou o valor por engano. Ele solicita a devolução do dinheiro por outra chave Pix e, ao mesmo tempo, aciona o banco solicitando o estorno do valor sob a alegação de fraude. Isso pode resultar na perda dupla da quantia, já que a vítima devolve o dinheiro ao golpista e o banco pode bloquear o valor original judicialmente. A recomendação oficial é nunca realizar devoluções sem confirmação oficial junto ao banco.

Outro erro comum que favorece as fraudes é a confiança excessiva em comprovantes enviados por aplicativos ou prints do sistema de pagamento. Muitas vezes, o comerciante libera o produto ou serviço antes de confirmar o recebimento do valor no extrato bancário, o que aumenta o risco de prejuízo. Especialistas sugerem que a verificação do saldo deve ser feita diretamente pelo aplicativo oficial do banco e que a confirmação deve ser sempre realizada antes da liberação do produto.

Em caso de suspeita ou confirmação de fraude, o procedimento adequado é acionar imediatamente o banco, solicitar o bloqueio da transação e registrar ocorrência policial. Além disso, o sistema do Banco Central disponibiliza o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que permite a tentativa de reverter valores em até 80 dias após a transferência, dependendo da análise da instituição financeira e da disponibilidade de fundos na conta do criminoso.

O aumento na incidência desses golpes está relacionado à facilidade de realizar transações rápidas no Pix, além da confiança excessiva por parte dos usuários e da falta de verificações cautelosas. Essas condições contribuem para que as fraudes se tornem mais frequentes e causem prejuízos de forma rápida.

Para evitar esses riscos, consumidores e comerciantes devem seguir orientações básicas de segurança: sempre conferir o saldo no aplicativo oficial, não confiar apenas no comprovante enviado, evitar liberar produtos antes da confirmação do pagamento e não aceitar Pix agendado como pagamento. Caso suspeite de golpe, a orientação é comunicar o banco, solicitar a devolução por meio do sistema adequado e registrar denúncia na polícia.


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