O Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou nesta terça-feira a formalização de um acordo com seus principais credores para iniciar um processo de recuperação extrajudicial. Essa medida permite à companhia renegociar seus débitos de forma direta, sem a necessidade de intervenção judicial imediata, facilitando ajustes bilaterais nos compromissos financeiros.
O foco da negociação está em dívidas não garantidas, estimadas em cerca de R$ 4,5 bilhões. O plano de reestruturação exclui despesas operacionais, garantindo a continuidade dos pagamentos a funcionários, fornecedores, parceiros e clientes, e visa assegurar a regularidade das atividades da rede de lojas.
Atualmente, o acordo conta com a adesão de credores que representam R$ 2,1 bilhões do total, valor suficiente para atender ao quórum mínimo necessário para dar início ao procedimento. Em comunicado oficial, o GPA informou que o período de negociações terá duração de 90 dias, tempo em que espera finalizá-las com sucesso.
A administração do grupo reafirmou a confiança na obtenção do apoio da maioria dos credores dentro do prazo estabelecido. A estratégia visa solucionar problemas de liquidez imediata e preservar a saúde financeira do GPA a longo prazo, sem interromper as operações físicas das lojas.
O GPA destacou que as lojas continuarão operando normalmente durante o processo. Segundo nota oficial, a iniciativa faz parte de uma estratégia de fortalecimento do balanço patrimonial, aprimorando o perfil de endividamento da companhia, além de preservar a relação com fornecedores e a eficiência logística.
O anúncio sucede a informações divulgadas na semana passada, quando a empresa indicou que vinha negociando a reestruturação de obrigações financeiras de curto prazo. Detalhes adicionais sobre o andamento do processo de recuperação extrajudicial devem ser divulgados em breve no portal de Relações com Investidores do grupo.
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