julho 18, 2026
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18/07/2026

Idosos devem se vacinar contra herpes-zóster para prevenir complicações, alerta especialista

Com o envelhecimento, o sistema imunológico sofre alterações naturais que elevam a vulnerabilidade a diversas infecções, entre elas o herpes-zóster. Essa condição ocorre pela reativação do vírus varicela-zóster, responsável pela catapora, e costuma se manifestar por lesões dolorosas na pele. Apesar de sua aparência visível, o herpes-zóster pode gerar complicações mais severas, reforçando a importância do diagnóstico precoce e da prevenção.

A preocupação aumenta em um contexto de envelhecimento populacional. Dados do IBGE indicam que 15,6% da população brasileira possui 60 anos ou mais, perfil em que a incidência da doença é mais elevada. O vírus, após a infecção inicial, permanece latente no organismo, podendo reativar-se anos ou décadas depois, principalmente em indivíduos com imunidade debilitada, explica a médica infectologista Dra. Luísa Chebabo. Ela reforça que a reativação costuma ocorrer em faixas etárias mais avançadas ou com imunidade comprometida.

Segundo o CDC, nos Estados Unidos, aproximadamente uma a cada três pessoas enfrentará herpes-zóster ao longo da vida. Os sintomas iniciais incluem sensação de queimação, formigamento, coceira ou dor em uma área específica do corpo, seguidos por pequenas bolhas agrupadas, distribuídas geralmente em faixa e apresentadas apenas de um lado.

Embora seja predominantemente uma doença de pele, o herpes-zóster pode afetar outras estruturas do organismo. Complicações podem envolver os olhos, causar alterações neurológicas ou necessitar de atenção especializada. Pesquisas recentes também analisam uma possível ligação entre episódios de herpes-zóster e aumento do risco de eventos cardiovasculares, como infarto e AVC, especialmente durante o primeiro ano após o surto. Estudos recentes sugerem que o risco é mais elevado logo após a infecção e diminui progressivamente, embora a relação exata ainda precise ser esclarecida.

A prevenção por meio da vacinação é considerada a estratégia mais eficaz para evitar o desenvolvimento da doença e suas complicações. Além de reduzir a probabilidade de ocorrência, a vacina ajuda a prevenir a neuralgia pós-herpética, uma condição que causa dor persistente após a resolução das lesões. A recomendação de imunização é para adultos a partir dos 50 anos, devendo a indicação ser avaliada por um médico, considerando fatores individuais, como o histórico de saúde e condições clínicas.

Por fim, profissionais reforçam que ações preventivas, acompanhamento médico diante de primeiros sinais e a vacinação em dia são essenciais para um envelhecimento mais saudável, minimizando riscos de complicações relacionadas ao herpes-zóster.


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