O Instituto Uevom está ampliando sua atuação no Rio de Janeiro ao oferecer atendimentos gratuitos a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em diversas regiões da cidade. Atualmente, cerca de duas mil pessoas com autismo participam de atividades variadas, que incluem esportes adaptados, oficinas e suporte social.
A iniciativa alcança bairros como Complexo da Maré, Irajá, Praça Seca e Santa Cruz, com o objetivo de promover a autonomia, melhorar a interação social e desenvolver habilidades motoras dos participantes. Segundo a diretora técnica do instituto, a prioridade é garantir o acesso aos direitos e aprimorar a qualidade de vida, buscando uma inclusão mais efetiva para as pessoas com TEA.
Ainda dificuldades relacionadas ao acesso a terapias especializadas persistem para muitas famílias. Dados de levantamento recente indicam que a maior parte dos tratamentos rigorosos costuma custar até R$ 1 mil mensais, com um pequeno percentual de usuários recorrendo ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Em resposta a esse cenário, o Uevom realiza atendimentos gratuitos a 1.939 pessoas por meio dos Centros Municipais de Referência para Pessoa com Deficiência, localizados em Irajá, Praça Seca e Santa Cruz. Esses espaços oferecem atividades, terapias e acompanhamento social direcionados ao desenvolvimento integral dos atendidos.
Um exemplo é Gideon da Silva, de 11 anos, que participa de atividades no Centro de Referência da Praça Seca. Ele realiza aulas de computação e arte ambiental, buscando aprimorar coordenação motora, cognição e habilidades sociais. A mãe, Alexsandra Silva, relata melhorias evidentes após um ano de participação.
Além do apoio terapêutico, a prática esportiva também desempenha papel importante na inclusão social. No projeto Educar Pelo Esporte, realizado na Vila Olímpica Seu Amaro, na Maré, 42 crianças com TEA participam de aulas de dança, natação e outras atividades adaptadas sob supervisão de profissionais especializados. Essas ações visam estimular o desenvolvimento motor, disciplina e convivência social.
Entre os beneficiados está Pedro Lucas, de sete anos, que encontrou na natação uma alternativa para lidar com frustrações e limites. Sua mãe destaca o ambiente estruturado e acolhedor como fundamental para seu progresso.
Os Centros Municipais de Referência e as ações do projeto Educar Pelo Esporte representam esforços contínuos na promoção da inclusão, oferecendo suporte integral às famílias e fomentando a autonomia dos indivíduos com TEA na cidade.
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