O edifício que abrigou o centro de repressão do DOI-Codi, símbolo da repressão política durante a ditadura militar no Rio de Janeiro, recebeu reconhecimento oficial como patrimônio histórico. A publicação do tombamento provisório pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ocorreu na última segunda-feira, incluindo a estrutura principal, dois pátios internos e suas entradas na Avenida Maracanã e na Praça Lamartine Babo. Localizado na Tijuca, na Rua Barão de Mesquita, a edificação ocupa parte do terreno do 1º Batalhão de Polícia do Exército.
A iniciativa visa proteger a histórica edificação, que atualmente está sob análise por parte do Ministério Público Federal (MPF) para a transformação do espaço em um centro dedicado à preservação da memória política. Este prédio foi palco de intensas atividades repressivas na década de 1970, com registros de tortura e desaparecimentos forçados durante o regime militar. Curiosamente, sua origem remonta ao período imperial, tendo sido adquirido pela Coroa em 1857 para funcionamento de um hospital militar.
Além disso, ações judiciais recentes têm buscado a recuperação da posse do antigo prédio do Instituto Médico Legal, situado na região central do Rio. A intenção é garantir a preservação de um significativo acervo de documentos e imagens, composto por mais de 400 mil itens, que representam parte da história da Polícia Civil e documentos relacionados às violações de direitos humanos ocorridas ao longo de décadas.
A situação atual aponta para avanços na defesa do patrimônio histórico, com novas medidas de proteção já em curso, aguardando desdobramentos futuros.
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