junho 26, 2026
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26/06/2026

Itaú reduz dias presenciais de oito para três por semana, reforçando retorno ao escritório

O conglomerado financeiro Itaú anunciou uma redução na frequência de trabalho remoto para seus funcionários, planejando diminuir de oito para três dias presenciais por semana na área administrativa, em uma mudança que visa ajustar seu esquema de trabalho híbrido.

Essa medida faz parte de uma tendência global de revisão do modelo de trabalho adotado durante a pandemia de Covid-19, quando o home-office se tornou uma estratégia crucial para a continuidade das operações. No entanto, atualmente, muitas empresas estão reconsiderando esse formato, buscando equilibrar produtividade e eficiência com a necessidade de presença física nos escritórios.

De acordo com o Itaú, a mudança será acompanhada por um cronograma que visa facilitar a adaptação dos colaboradores às novas regras, priorizando a reorganização da rotina pessoal e familiar. A instituição afirma que o objetivo é fortalecer a colaboração, a troca de conhecimentos e a agilidade na tomada de decisões, alinhando-se às práticas adotadas globalmente pelo setor financeiro.

No entanto, a iniciativa recebeu resistência de sindicatos e de parte do quadro de funcionários. Representantes sindicais destacaram que a rearrumação foi comunicada sem negociação prévia e afirmaram que pretende discutir oficialmente a alteração com o banco. Ainda há preocupações relacionadas à capacidade dos espaços físicos, que poderiam não comportar o aumento de trabalhadores nos dias de presença obrigatória.

Enquanto isso, a recuperação do uso de escritórios na cidade de São Paulo demonstra sinais positivos para o mercado imobiliário corporativo. Segundo dados recentes, a taxa de imóveis vazios na capital caiu para 13,4% no primeiro trimestre de 2024, o menor patamar em anos, indicando maior ocupação dos espaços físicos pelas empresas.

O Itaú também anunciou planos de investimento na modernização de suas instalações, visando ampliar a capacidade dos escritórios, criar ambientes mais colaborativos, melhorar os serviços de apoio aos funcionários e incorporar avanços tecnológicos. Cabe destacar que outras instituições, como Nubank e Bradesco, já anunciarem ações similares — o Nubank planeja investir R$ 2,5 bilhões nos próximos cinco anos, enquanto o Bradesco está reformando seu prédio central em São Paulo para reintegração de cerca de 2.500 funcionários, além de criar espaços voltados ao atendimento ao público e à comunidade local.

Organizações de estudo e consultoria evidenciam o ceticismo de gestores frente à produtividade no trabalho remoto, com preocupações relativas ao excesso de reuniões e à gestão de equipes à distância. Ainda assim, o retorno ao trabalho presencial vem gerando apreensão por parte de muitos trabalhadores, que alegam que a mudança impacta suas rotinas familiares e aumenta custos com deslocamentos.

O movimento de retorno às atividades presenciais no setor privado aponta para uma tendência de reversão irreversível, com previsão de início do programa de redução do trabalho remoto pelo Itaú a partir de 2028. Essa tendência acompanha outras companhias brasileiras e internacionais, incluindo grandes nomes como Petrobras, JP Morgan, Goldman Sachs, Amazon, Apple, Google e Tesla, que também estão ajustando suas políticas de trabalho em resposta às mudanças do mercado.


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