Na terça-feira (14), a Justiça argentina retomará o exame do caso de morte de Diego Maradona, quase seis anos após o falecimento do ex-jogador. Nesse processo, sete profissionais de saúde são acusados de homicídio por negligência. O julgamento foi reestabelecido após a anulação do procedimento anterior, devido a irregularidades envolvendo uma das juízas responsáveis.
A audiência será realizada em um tribunal localizado em San Isidro, na região metropolitana de Buenos Aires. Estima-se que cerca de 100 testemunhas serão ouvidas, incluindo familiares de Maradona, como seus filhos e a ex-esposa, Claudia Villafañe.
Os réus são integrantes da equipe médica que cuidou do ex-jogador nos dias que antecederam sua morte, ocorrida em 25 de novembro de 2020. Na ocasião, Maradona tinha 60 anos e se recuperava em casa de uma cirurgia para remoção de um coágulo no cérebro, quando sofreu uma parada cardíaca.
De acordo com as investigações, há alegações de falhas graves no cuidado prestado, além de condições inadequadas no ambiente em que ele se encontrava. Uma avaliação médica anterior qualificou a conduta da equipe como imprudente e imprópria. A defesa dos profissionais negou irregularidades e argumentou que o estado de saúde de Maradona era delicado há anos, por problemas relacionados ao uso de álcool e drogas, fatores que, segundo elas, tornavam seu desfecho previsível.
A retomada do julgamento ocorre após a anulação do processo iniciado em março do ano passado. Na ocasião, a juíza Julieta Makintach deixou o caso após ser flagrada por filmes realizados para um documentário dentro do tribunal, ação que violou normas judiciais. Com a nova fase, acusação e defesa precisarão reajustar suas estratégias, mesmo com parte do material probatório, como áudios, vídeos e laudos, já apresentado anteriormente.
Além dos sete réus, uma oitava pessoa — a enfermeira Dahiana Madrid — responderá a um processo em julgamento separado, cuja data ainda não foi marcada.
Se condenados, os profissionais podem receber penas que variam de oito a 25 anos de prisão.
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