julho 18, 2026
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18/07/2026

Justiça condena dois irmãos a mais de 30 anos por morte do contraventor Fernando Iggnácio

A Justiça do Rio de Janeiro condenou dois irmãos pelo homicídio do contraventor Fernando Iggnácio, ocorrido em novembro de 2020 no Recreio dos Bandeirantes. A sentença foi proferida nesta sexta-feira (17) pelo Tribunal do Júri, que determinou penas superiores a 30 anos de reclusão para ambos os homens.

O julgamento foi presidido pelo juiz Thiago Portes, que fixou a pena de Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro em 32 anos, 9 meses e 18 dias de prisão, enquanto Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro foi condenado a 31 anos, 5 meses e 6 dias. Os condenados deverão cumprir a pena inicialmente em regime fechado.

Conforme denúncia do Ministério Público, Iggnácio foi morto pouco após desembarcar de um helicóptero em um heliponto no Recreio dos Bandeirantes. Os executores aguardaram o contraventor em um terreno próximo, e assim que ele saiu do veículo, efetuaram diversos disparos de fuzil, caracterizando uma emboscada cuidadosamente planejada.

Na sentença, o juiz ressaltou a violência extrema empregada na ação, destacando a frieza e a brutalidade do crime. Um dos fatores que contribuiu para o aumento da pena foi o fato de a esposa de Iggnácio estar presente no momento da execução, tendo testemunhado a cena ao presenciar o crime do interior do helicóptero.

O magistrado também destacou que Pedro Emanuel, na época policial militar, utilizou seus conhecimentos das forças de segurança para atuar em favor de uma organização relacionada ao jogo do bicho, situação que agravou sua pena.

Durante o julgamento, os irmãos optaram pelo silêncio. Após a condenação, seus advogados anunciaram recurso contra a decisão ao Tribunal de Justiça.

O caso do assassinato de Fernando Iggnácio segue em tramitação na Justiça. Em abril deste ano, Rodrigo Silva das Neves foi condenado a mais de 32 anos de prisão por envolvimento na execução. Já Rogério de Andrade, considerado o mandante, responde a um processo separado e está detido em um presídio federal, aguardando o andamento do procedimento judicial.


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