A Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro decidiu manter no ar publicações críticas a Douglas Ruas, pré-candidato ao governo estadual pelo PL, veiculadas por um perfil de São Gonçalo. A sentença foi emitida pela desembargadora Maria Paula Gouvêa Galhardo, do Tribunal Regional Eleitoral, que rejeitou o pedido do partido para a retirada imediata do conteúdo.
As postagens foram feitas pela página sgnewsrj, gerenciada por Cleber Novais dos Santos. O PL alegou que duas dessas publicações buscavam prejudicar a imagem do pré-candidato, sobretudo antes do início oficial da campanha eleitoral. Segundo a representação, uma delas insinuava favorecimento político, uso indevido de recursos públicos e ligações com grupos criminosos na cidade. A outra continha termos considerados ofensivos e atribuía ao grupo de Ruas problemas locais, como lixo acumulado e barricadas em comunidades.
A legenda também argumentou que o alcance das redes sociais poderia potencializar os impactos negativos à reputação de Douglas Ruas. Contudo, a magistrada entendeu que não existiam elementos suficientes para determinar a exclusão das postagens de forma urgente. Ela destacou que manifestações críticas, opiniões contundentes e debates fazem parte do ambiente democrático, especialmente na fase pré-eleitoral.
Na avaliação da relatora, a intervenção rápida só seria justificada em casos claros, como pedidos de voto explícitos, ataques pessoais graves ou a divulgação de informações falsas. Como esses requisitos não foram evidenciados nas postagens questionadas, a decisão foi contrária à exclusão imediata.
Douglas Ruas tem atuação política em São Gonçalo, município administrado por seu pai, o prefeito Capitão Nelson, também do PL. Antes de se destacar na Assembleia Legislativa do Rio, Ruas ocupou cargos na gestão municipal, como secretário de Gestão Integrada e Projetos Especiais.
Com a decisão, as publicações permanecem acessíveis no Instagram até uma nova análise do processo, na qual o responsável pela página poderá apresentar defesa. Após essa etapa, o Ministério Público Eleitoral será ouvido, e o caso seguirá para julgamento definitivo. Essa foi a segunda decisão desfavorável ao PL recentemente, que também tentou retirar vídeos publicados por deputado federal Otoni de Paula, do PSD-RJ, considerados ofensivos ao pré-candidato.
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