O Educandário Gonçalves de Araújo, localizado no bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, receberá uma homenagem por sua trajetória de mais de um século na área da educação e assistência social. A celebração será marcada pelo lançamento do segundo volume de uma trilogia dedicada à história da instituição, escrito pelo pesquisador Amílcar Gramacho.
A cerimônia acontecerá entre os dias 18 e 22 de maio na sede da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária, no centro da cidade. Além do lançamento do livro, o evento contará com uma celebração religiosa na capela do colégio, uma mesa-redonda com professores e uma palestra no Instituto Histórico e Geográfico (IGH).
A obra reproduz as três primeiras décadas da instituição, fundada em 1900 pela Irmandade. O foco do volume é a administração do educandário durante o período de 1901 a 1930, especialmente a gestão do primeiro diretor, Benjamin Franklin Ramiz Galvão. Reconhecido por sua trajetória intelectual, Ramiz Galvão enfrentou desafios financeiros para consolidar o colégio em um momento de forte demanda por educação voltada a crianças vulneráveis.
O autor também, que foi aluno da instituição, destaca o papel pioneiro do colégio na formação integral das estudantes na época, oferecendo ensino básico, formação moral e atividades profissionalizantes, como bordado, artesanato, cozinha, estenografia e escrituração mercantil. O modelo contribuiu para a formação de gerações de mulheres, muitas delas ingressando no magistério.
A obra traz detalhes sobre a rotina escolar, incluindo o regime de internato, as regras de disciplina e as atividades culturais, como festas em homenagem ao patrono do colégio. Depoimentos de ex-alunas que tiveram destaque em suas carreiras também complementam o relato.
A publicação representa uma valiosa contribuição para os estudos sobre a história da educação no Brasil e sobre o trabalho social realizado por instituições católicas, especialmente a Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária, que atua desde o século XVIII na região, incluindo a construção e administração da Igreja da Candelária.
O atual momento marca uma oportunidade para reforçar a memória e a importância da instituição na formação de gerações ao longo de sua história.
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