No Rio de Janeiro, o setor de beleza mantém-se robusto, apresentando crescimento consistente nos últimos anos. Atualmente, o município possui mais de 28 mil estabelecimentos registrados, incluindo salões de cabeleireiro e barbearias, conforme dados da Secretaria Municipal de Fazenda. Entre 2021 e 2025, a arrecadação do imposto sobre serviços (ISS) desse segmento cresceu 59,2%, destacando-se como um dos setores com maior expansão econômica na cidade.
Nos primeiros quatro meses de 2026, foram incorporados ao mercado local 610 novos estabelecimentos nesse segmento, com a Barra da Tijuca liderando as novas aberturas, seguida por Recreio dos Bandeirantes, Tijuca e Campo Grande. Esse movimento reflete uma contínua expansão do mercado na cidade.
O crescimento também reflete na geração de emprego e na formalização de microempreendedores. Dados do Portal do Empreendedor indicam que, até abril, o Rio contava com cerca de 119 mil microempreendedores individuais ligados à beleza, representando 9,6% do total na cidade. A maioria atua como cabeleireiros, manicures e pedicures, enquanto uma parcela significativa oferece tratamentos de estética.
O setor também contribui para o mercado de trabalho formal, com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados apontando a existência de aproximadamente 7.200 trabalhadores com carteira assinada em março, sendo a maior parte cabeleireiros, manicures e pedicures, além de profissionais de estética.
Segundo o Sebrae Rio, a consolidação do segmento está relacionada às mudanças de comportamento do consumidor, que passou a valorizar o autocuidado e a busca por bem-estar emocional. A presença de salões e barbearias em bairros diversos facilita o acesso a serviços com preços acessíveis, impulsionando a expansão do setor mesmo em contextos econômicos desafiadores.
O empreendedorismo na área também cresce, com profissionais buscando abrir seus próprios negócios em atividades como cabeleireiro, manicure, estética e design de sobrancelhas. Os estabelecimentos vêm investindo em estratégias de profissionalização, marketing digital, diversificação de serviços e na oferta de experiências personalizadas para atrair e fidelizar clientes.
Apesar do crescimento, uma das dificuldades do segmento é a escassez de profissionais qualificados, tanto em técnicas específicas quanto em habilidades relacionadas ao atendimento, vendas e postura profissional. O setor, contudo, mantém-se como uma das opções mais buscadas por novos empreendedores na cidade.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



