outubro 16, 2026
outubro 16, 2026
16/10/2026

Milícia em Nova Iguaçu: polícia divulga cartazes de foragidos ligados a lideranças e extorsões

A Polícia Civil do Rio de Janeiro lançou nesta sexta-feira (16) uma campanha de divulgação de cartazes com o objetivo de localizar dois homens considerados foragidos por suspeita de envolvimento em uma organização criminosa atuante em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. As imagens apresentam Felipe Alves da Silva, de 28 anos, conhecido como “Felipinho” ou “Portugal”, e Marcos Francisco dos Prazeres Júnior, de 27 anos, que possuem mandados de prisão preventiva em aberto.

De acordo com as investigações, ambos são apontados como integrantes do grupo liderado por Gilson Ingrácio de Souza Júnior, conhecido como “Juninho Varão”. A organização está sob investigação por extorsões a moradores do Condomínio Jardim Guandu, onde as cobranças ilegais podem atingir valores de até R$ 100 mil mensais. A divulgação dos cartazes visa obter informações que levem à localização dos suspeitos e facilitar prisões próximas.

As ações policiais se intensificaram após uma operação realizada na última quarta-feira, também no complexo residencial, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar. Investigações indicam que o grupo exigia de cada família uma taxa de segurança, com valores que podem chegar a R$ 70 por mês. Os relatos dos moradores revelam que as receitas ilegais acumulavam aproximadamente R$ 80 mil a R$ 100 mil por mês, além de estar associadas a ameaças de violência e despejos forçados.

Durante a operação, a polícia apreendeu objetos que poderiam ser utilizados para intimidar moradores, incluindo um porrete com pregos, chaves, envelopes e um distintivo da Polícia Militar possivelmente falsificado. Nove suspeitos foram identificados e indiciados até o momento, segundo informações oficiais. Os integrantes do grupo mantinham uma estrutura organizada para monitorar as cobranças, administrar os recursos arrecadados e exercer controle sobre a comunidade.

Felipinho, denunciado como responsável por liderar as cobranças, é considerado um homem de confiança de “Juninho Varão”. Marcos, conhecido como “MJ”, está ligado às ações de intimidação e cobrança dentro do condomínio. A área sob influência da organização, que conta com aproximadamente 1.200 apartamentos distribuídos em 12 lotes, também apresenta sinais de intervenção na administração do local, com expulsão de gestores oficiais e indicação de pessoas para assumir funções de síndico.

A investigação aponta ainda que a atuação do grupo se estende por cinco bairros de Nova Iguaçu e parte do município de Queimados. Com base nas provas recolhidas, a Justiça expediu mandados de prisão preventiva contra os dois homens, que permanecem desaparecidos. Além de Felipinho e MJ, o líder da organização, “Juninho Varão”, também possui mandados de prisão em aberto relacionados a casos de lavagem de dinheiro, extorsão, organização criminosa e homicídios. Ele teve uma prisão em 2012 por tentativa de homicídio, que foi posteriormente revogada em 2014.

O Disque Denúncia reforça a importância de testemunhas e cidadãos na colaboração com as autoridades no combate às atividades ilícitas. A comunicação pode ser feita pelo telefone (21) 2253-1177, pelo aplicativo ou pelo WhatsApp, assegurando o anonimato do denunciante. As próximas ações dependem de informações que possam levar às prisões dos indivíduos envolvidos na organização criminosa.


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