Na sexta-feira (24), a Academia Brasileira de Letras (ABL) acolheu oficialmente Milton Hatoum como seu mais novo membro titular, ocupando a cadeira número seis, anteriormente ocupada pelo jornalista Cícero Sandroni, que faleceu em junho de 2025. Essa é a primeira vez que um autor originário do Amazonas integra a instituição.
Milton Hatoum possui uma produção literária que inclui nove obras de ficção, além de contos e crônicas, e é reconhecido por obras premiadas, como “Relato de um Certo Oriente”, “Dois Irmãos” e “Cinzas do Norte”. Sua carreira é marcada pela venda de mais de meio milhão de exemplares em 17 países diferentes. Entre seus lançamentos recentes, destaca-se a trilogia “O lugar mais sombrio”, publicada em 2022, que retrata conflitos familiares em contextos ligados à ditadura militar brasileira entre as décadas de 1960 e 1980. Além disso, Hatoum lançou, em parceria com o filósofo Benedito Nunes, a obra “Crônica de duas cidades: Belém e Manaus”, voltada às capitais amazônicas.
Durante a cerimônia de posse, o autor destacou que foi formado em escolas públicas desde o ensino infantil até o ensino superior. Ele reforçou a importância de um sistema educacional de qualidade como elemento fundamental para o desenvolvimento nacional e agradeceu aos leitores e docentes pelo apoio ao longo de sua trajetória.
Em seu discurso, Hatoum ressaltou o papel central da literatura na vida das pessoas e mencionou influências de autores como T. S. Eliot, João Cabral de Melo Neto e Guimarães Rosa. Para concretizar sua entrada na Academia, o novo membro recebeu o colar de Rosiska Darcy, o diploma de Lilia Moritz Schwarcz e a espada de Arnaldo Niskier, seguindo a tradição do órgão.
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