O Ministério Público do Rio de Janeiro informou a responsabilização de 11 indivíduos por organização criminosa relacionada a um esquema de pirâmide financeira, que promoveu prejuízo superior a R$ 7 milhões a diversas vítimas. A denúncia foi acompanhada de mandados de prisão preventiva, cumpridos na manhã desta sexta-feira pela Polícia Civil, após solicitação da 2ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa da capital.
Segundo as investigações lideradas pela 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada da capital, o grupo criou pelo menos 19 empresas de fachada, envolvendo principalmente os grupos LGO e A&C, todas localizadas no centro da cidade. Essas empresas não tinham autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e eram frequentemente substituídas sempre que passavam a ser alvo de investigações ou ações judiciais.
As vítimas eram atraídas com promessas de retornos mensais de até 3%, muito acima do praticado pelo mercado financeiro, além de garantias falsas de lucro e de quitação de dívidas. Após o primeiro investimento, recebiam valores nos meses iniciais, o que gerava confiança para, em seguida, serem induzidas a investir quantias maiores ou a indicar novos participantes. Entre as vítimas, há casos de perdas próximas a R$ 1,5 milhão, além de pessoas que foram levadas a contrair empréstimos para aplicar no esquema.
Na denúncia, destacam-se os nomes de Douglas de Assis Viana e Bruno Facão de Carvalho, considerados líderes do grupo, além de outros envolvidos na captação de investidores e na realização de apresentações comerciais. Também são mencionados agentes responsáveis por abordar vítimas por redes sociais e demais participantes ligados ao núcleo original do esquema.
O Ministério Público ressaltou que alguns dos envolvidos já respondem a processos semelhantes e que as atividades ilícitas continuaram mesmo após prisões anteriores, indicando persistência delitiva. O órgão também solicitou uma indenização mínima de R$ 1,59 milhão às vítimas, além de possíveis reparações na esfera civil. O desfecho das ações ainda aguarda prosseguimento na Justiça.
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