outubro 14, 2026
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14/10/2026

Moeda social Sol impulsiona vendas em feira solidária de São Gonçalo

No último domingo, uma iniciativa inovadora de moeda social foi implementada durante a Feira Solidária Mulheres da Parada, realizada em São Gonçalo. A moeda, nomeada Sol, prevaleceu em mais de 80% das transações na feira, com todos os expositores participando e oferecendo descontos aos consumidores que optaram por utilizá-la.

A proposta visa fortalecer a circulação de recursos entre pequenos negócios de artesanato, gastronomia, reciclagem, moda e arte. Cada unidade de Sol equivale a um real, com expectativa de ampliar as oportunidades de negócios entre os participantes.

Durante o evento, os visitantes podiam adquirir a moeda no ponto central da economia comunitária, conhecido como Banco Solidário, seja por Pix ou dinheiro em espécie. O mecanismo buscou facilitar a troca de reais por Sols, promovendo maior integração entre os empreendedores e o público presente.

A iniciativa também recebeu avaliação positiva por parte dos frequentadores. Uma dessas participantes destacou a relevância do projeto para incentivar a solidariedade e o sentimento de cooperação. Entre os expositores, o feedback foi igualmente satisfatório, especialmente por facilitar vendas sem o uso de dinheiro em espécie. Uma comerciante de sucos relatou ter vendido toda a produção sem utilizar dinheiro tradicional, incluindo cartões e Pix, considerando a experiência bem-sucedida.

Todos os expositores aceitaram a moeda, contribuindo para o objetivo de promover o fluxo de recursos entre os negócios coletivos. A feira marcou o início de uma série de 12 edições planejadas para a Praça Zé Garoto, impulsionadas pelo projeto de capacitação promovido pela ONG Mulheres da Parada, com apoio de órgãos governamentais.

Além do uso da moeda social, a organização desenvolveu um banco de trocas de produtos e serviços entre as empreendedoras, buscando fortalecer as relações comerciais internas e facilitar o acesso a recursos essenciais para futuras participações. Existe também uma proposta futura de criar um fundo rotativo do Banco Solidário, que deverá oferecer empréstimos sem juros para aquisição de insumos, incentivando a continuidade do movimento econômico solidário.

A coordenação do projeto enfatiza o sucesso da primeira feira e a importância de consolidar as ações em andamento, com destaque para o fortalecimento das trocas e do sistema de financiamento coletivo entre os coletivos envolvidos.


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