Moradores do Condomínio Edifício Nair, situado na Rua São Salvador, no bairro Flamengo, realizaram uma manifestação no último sábado (8), sob acusações de má gestão e problemas estruturais no edifício. O grupo reclamou de questões como falta de limpeza, insegurança, elevador inoperante, porteiro eletrônico com defeito, portão deteriorado e condições precárias na garagem.
Segundo relatos, o edifício enfrenta problemas variados e considerados urgentes. Uma das principais queixas é a ausência de abastecimento de água na segunda coluna do prédio, que já dura mais de duas semanas. Moradores afirmam ter informado formalmente a administração, mas sem que houvesse solução. A falta de água teria ocorrido após a síndica bloquear o fornecimento, de acordo com informações repassadas à reportagem.
Além dessa questão, os moradores destacam outras dificuldades administrativas, incluindo multas do Corpo de Bombeiros por descumprimento de normas e uma autuação da Vigilância Sanitária por condições inadequadas na limpeza da caixa d’água, manejo de lixo e isolamento de áreas. A Defesa Civil também apontaria problemas estruturais no edifício, conforme laudo citado pelos condôminos.
Durante a manifestação, houve também a preocupação com a dificuldade de destituir a atual síndica, devido ao fato de ela e seu irmão possuírem a maioria dos imóveis no prédio, o que impede uma votação efetiva. Insatisfeitos, os moradores ingressaram na Justiça com uma ação para afastar a síndica, citando ainda investigações policiais relacionadas às denúncias contra a administração.
Apesar do estado precário e das despesas de aproximadamente R$ 2 mil mensais em taxa condominial, o edifício não conta com funcionários. Uma moradora organizadora do movimento revelou que, anteriormente, a síndica realizava cobranças em dinheiro, mas posteriormente passou a aceitar pagamento via Pix, em conta pessoal, diante de resistência dos moradores.
O protesto contou com o apoio de vizinhos, que reconhecem os problemas relatados. Após a manifestação, a síndica acionou a polícia, que constatou a ausência de crime e entendimento de que não era necessário registrar ocorrência formal. Os moradores continuam exigindo o restabelecimento do fornecimento de água e a substituição da administração, aguardando desdobramentos judiciais.
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