maio 24, 2026
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24/05/2026

Mudanças na chapa de Douglas Ruas refletem ajustes estratégicos na disputa pelo governo do Rio

Pré-candidato ao Governo do Estado do Rio, Douglas Ruas (PL) enfrenta discussões internas que podem resultar em alterações na composição de sua chapa. A indefinição se deu após a permanência do desembargador Ricardo Couto como governador em exercício ter sido mantida pelo Supremo Tribunal Federal, o que atrasou a tomada de posse do atual presidente da Assembleia Legislativa, Cláudio Castro. Essa situação levou aliados a reconsiderar a estratégia eleitoral inicialmente planejada em fevereiro.

A formação original previa a candidatura de Márcio Canella (União Brasil) ao Senado, juntamente com Cláudio Castro, também ao Senado, e Rogério Lisboa (PP) na vice-presidência. No entanto, devido às recentes complicações políticas enfrentadas por Castro, há uma avaliação de que mudanças na chapa podem ser necessárias para fortalecer a competição no pleito estadual.

Cláudio Castro tem sido alvo de denúncias, além de ter tido mandados de busca e apreensão expedidos contra si, o que contribuiu para sua redução de popularidade. Como consequência, aliados sugerem que ele reavalie sua candidatura, preferindo disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em vez de uma cadeira no Senado. Na substituição de Castro na chapa, cresce a possibilidade de indicar Felipe Curi (PP), ex-secretário de Polícia Civil, como uma alternativa capaz de compensar o desgaste político do ex-governador e ampliar o potencial de votos do grupo.

As tensões também se concentram na vaga de vice na chapa de Douglas Ruas. Desde o início, Rogério Lisboa enfrentava críticas de setores bolsonaristas, que questionam seu peso eleitoral e a sua capacidade de agregar votos relevantes na disputa. A falta de empolgação por parte de Lisboa e sua baixa projeção na pré-campanha motivam a busca por um nome que tenha maior influência, especialmente na capital do estado.

A aproximação do pleito contra Eduardo Paes (PSD), principal adversário de Ruas na cidade do Rio de Janeiro, reforça a necessidade de um vice com maior penetração política na região. Assim, há uma movimentação interna para substituir Lisboa por um nome que possa ampliar a base na capital, principal reduto de votos do prefeito anterior. Ainda não há decisão formal, mas o cenário indica que a chapa poderá passar por mudanças antes do início oficial da campanha.


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