Nova Iguaçu inaugurou nesta quinta-feira o seu primeiro Museu de Arqueologia e Etnologia, situado no Parque Histórico e Arqueológico de Iguassú Velha, no bairro Barão de Guandu, em Tinguá. A cerimônia ocorreu em celebração ao Dia da Baixada Fluminense e contou com a presença de autoridades, moradores, visitantes e representantes de movimentos culturais da região.
O museu, nomeado MAE-NI, está localizado em uma área considerada o berço histórico da Baixada Fluminense, que preserva vestígios significativos da formação social, econômica e cultural do território. A região possui potencial turístico e valor simbólico para a identidade local. Segundo a prefeitura, a nova instituição posiciona a cidade em um circuito nacional de destaque, sendo uma das poucos instituições brasileiras dedicadas à arqueologia e etnologia.
De acordo com o município, o MAE-NI integra um seleto grupo de museus do tipo no país, ao lado de instituições mantidas por universidades como a de São Paulo, Paraná e Bahia. O secretário de Cultura ressaltou que o projeto também favorece a reconstrução histórica de uma antiga vila colonial, uma iniciativa considerada inédita no Brasil, semelhante a ações realizadas em cidades europeias que sofreram destruição em guerras.
Além da importância cultural, o espaço conta com infraestrutura que inclui áreas comerciais, como restaurantes, cafés, galerias e lojas, visando estimular a revitalização da região. A inauguração do museu marca uma iniciativa de valorização da história local, promovendo o fortalecimento da memória coletiva e a educação ambiental.
A exposição de estreia, intitulada “Raízes Ancestrais – A construção da nação brasileira”, apresenta um percurso que remonta aos primórdios da presença humana na região, com peças que têm mais de 800 mil anos. Parte do acervo, que soma mais de 200 mil fragmentos arqueológicos identificados na área, é composta por peças inéditas ao público. O museu também atua como polo de pesquisa, dispondo de laboratório próprio para tratamento, catalogação e estudo dos materiais arqueológicos.
Aberto ao público a partir desta sexta-feira, o MAE-NI funcionará às sextas, sábados e domingos, das 9h às 17h, com entrada gratuita. O local mantém vivas as ruínas, cemitérios e marcos históricos que narram a evolução econômica e social de Iguassú Velha, antiga vila fundada em 1833, que foi um importante centro do ciclo do café e serviu como ponto de conexão estratégico entre o interior do estado e o litoral durante o século XIX. Mesmo com a perda de protagonismo ao longo do tempo, a região guarda importantes vestígios do seu passado, contribuindo para a compreensão da formação da Baixada Fluminense.
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