Niterói celebra nesta quarta-feira o Dia de São João Batista, padroeiro da cidade, com uma programação religiosa e cultural que atrai fiéis e visitantes. Desde as primeiras horas, diversas pessoas utilizam a Igreja Matriz de São João Batista, localizada no centro, para participar de missas, agradecer pelas graças recebidas e manter vivas tradições de alta relevância para o município.
Ao longo do dia, estão programadas missas às 8h, 9h30 e 11h, seguidas de um almoço tradicional às 12h, com destaque para o Angu à Baiana. Às 14h, há mais uma celebração, enquanto às 16h ocorre a Missa Solene, conduzida pelo arcebispo Dom José Francisco. A cerimônia finaliza com uma procissão pelas áreas próximas ao centro. Além das celebrações religiosas, a festividade conta com barracas ao redor da Praça São João que comercializam comidas típicas, doces e oferecem entretenimento às pessoas presentes. Encerrando a agenda, há a transmissão do jogo entre Brasil e Escócia às 19h e um show com a cantora Neidinha Rocha às 21h.
A devoção a São João Batista é marcada por relatos de fé e gratidão. Uma das fiéis, Regina Pantoja, de 60 anos, participa da celebração para agradecer um milagre. Ela conta que, há uma década, sofreu com dores causadas por cálculos renais e, ao orar intensamente, conseguiu expelir uma pedra que a incomodava. Segundo ela, esse episódio reforçou sua devoção ao santo, e ela aproveita o dia para agradecer publicamente. Regina reforça a importância da fé, dizendo que os santos representam um caminho de esperança e proteção.
Outro participante da festividade, o casal Luci e Paulo Francisco, destaca a relevância do dia para os católicos. Para eles, o significado do evento está ligado à esperança evangelizada por São João Batista, que anunciou a chegada de Jesus Cristo. A comemoração reforça valores de fé e gratidão, além de inspirar confiança em dias melhores.
A tradição também é marcada pelo empenho de voluntários na preparação do Angu à Baiana, prato símbolo da festa que conquista tanto visitantes de Niterói quanto de outras regiões. Iracema Corrêa dos Santos, de 89 anos, participa desde as etapas iniciais dos preparativos, que incluem descascar cebolas e organizar ingredientes, demonstrando dedicação de longa data. Carmelita Maia, conhecida como Dona Carmem, atua há 40 anos na organização do prato, que atrai pessoas de diferentes locais, incluindo o Rio de Janeiro e cidades vizinhas. Ela garante que a autenticidade do angu é preservada pela tradição que medeia a receita há décadas.
Segundo o pároco da Igreja de São João Batista, padre Luiz Cássio, a celebração é uma oportunidade de renovação da fé e de reforço dos ensinamentos de São João Batista, que preparou o caminho para o surgimento de Jesus. Para ele, a festa representa também a união da comunidade por meio do trabalho voluntário, que garante a venda de aproximadamente dois mil pratos do prato tradicional ao longo do dia, sustentando uma tradição que perdura por gerações na cidade.
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