A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ) reforçou suas ações contra o golpe do falso advogado com a instalação de um outdoor na sede da entidade, localizada na Avenida Marechal Câmara, no centro da cidade. A estrutura, de 15 metros por 7,6 metros, traz uma mensagem de alerta alertando a população a desconfiar de contatos suspeitos e a verificar a identidade de supostos advogados, recomendando que, ao perceber alguma irregularidade, a pessoa entre em contato diretamente com seu profissional de confiança.
Desde o início de 2025, a Corregedoria da seccional recebeu 1.976 denúncias relacionadas a esse tipo de fraude, que envolve criminosos que, após obter informações de processos judiciais, passam a engaçar vítimas alegando serem advogados responsáveis por seus casos. Esses golpes geralmente consistem na solicitação de pagamentos indevidos, sob a alegação falsa de taxas ou necessidade de liberação de valores judiciais.
O avanço tecnológico tem ampliado a complexidade dessas ações fraudulentas, que passam a utilizar inteligência artificial para copiar imagens e vozes, dificultando a identificação dos criminosos. Em vista disso, a orientação oficial é que as pessoas desconfiem de contatos não reconhecidos, principalmente quando houver pedidos de valores ou informações sensíveis, e sempre consultem seus advogados de confiança.
Além da campanha na fachada do prédio, a OAB-RJ lançou uma cartilha digital com orientações para evitar esse tipo de fraude, disponível no site oficial da entidade. A seccional também pleiteou junto ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro medidas destinadas a dificultar o acesso dos golpistas a informações processuais, como restrição nos filtros de busca, autenticação por dupla verificação de senha e a implementação de marca d’água em documentos acessados por advogados.
Para ampliar a cooperação com órgãos de segurança e justiça, foi criada uma comissão especial dedicada ao enfrentamento do golpe do falso advogado, envolvendo o Tribunal de Justiça, a Polícia Civil e o Ministério Público. Além disso, a OAB-RJ ingressou com uma ação civil pública contra as falhas de segurança no WhatsApp, atribuindo-lhes papel facilitador nas ações criminosas.
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