junho 27, 2026
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27/06/2026

Operação do MPRJ prende dois por desmatamento ilegal em área protegida em Itaboraí

Duas pessoas foram presas em flagrante após uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) que apurou corte irregular de árvores em Itaboraí. A ação, realizada na quinta-feira (25) na Zona de Preservação Permanente (APP) do bairro Sambaetiba, identificou desmatamento de vegetação nativa e possíveis danos ambientais na área.

A operação envolveu a 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Itaboraí, com apoio do Grupo de Apoio aos Promotores. A investigação foi desencadeada por denúncia recebida pela Ouvidoria do órgão, que revelou a utilização de motosserra para derrubada de árvores na região. Durante a fiscalização, os agentes localizaram uma área de vegetação parcialmente degradada na Rua A, além de uma nascente cujo fluxo estava sendo alterado por instalação de manilhas.

Conforme informações do MPRJ, os homens suspeitos estavam derrubando árvores e removendo vegetação sem autorização dos órgãos ambientais, além de não possuírem licença para usar motosserra. O terreno, localizado em área protegida, possui árvores nativas que foram cortadas por indivíduos que agiam à margem da legalidade. Animais e moradores da região relataram que o desmatamento ocorria há mais de um mês, com aproximadamente 60 caminhões carregando madeira deixando o local nesse período. Essas informações estão em apuração pela equipe responsável.

Durante a operação, foram apreendidos equipamentos utilizados na atividade irregular, como uma motosserra, um facão, um machado e uma corrente de motosserra. Também foi registrada uma retroescavadeira, que foi encaminhada às providências administrativas. A ação contou com o apoio de diversas forças de segurança, incluindo o Batalhão de Polícia Militar, o Batalhão de Polícia Florestal e Meio Ambiente, a Polícia Civil, além de peritos ambientais.

Os indivíduos foram conduzidos à 71ª Delegacia de Polícia, onde tiveram suas prisões em flagrante reconhecidas. Eles responderão pelos crimes de destruição de vegetação protegida, poluição e realização de atividade potencialmente poluidora sem autorização, conforme previsto na legislação ambiental vigente.

O promotor de Justiça responsável pela operação destacou a importância da cooperação entre diferentes órgãos de fiscalização para o combate aos crimes ambientais. Segundo ele, o desmatamento em APPs compromete a biodiversidade e os recursos hídricos, causando impacto não apenas na atualidade, mas também para futuras gerações. O Ministério Público continuará atuando para responsabilizar os envolvidos e promover a reparação dos danos ambientais.


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