Na quinta-feira (30), equipes da Prefeitura de Niterói, da Vigilância Sanitária Municipal e da 79ª Delegacia de Polícia realizaram fiscalização em um salão de beleza localizado no bairro Badu, motivados por denúncia anônima. A investigação revelou que o estabelecimento realizava procedimentos estéticos invasivos sem possuir licença sanitária específica para essa atividade.
A ação integrou a sexta fase da Operação Pharmakon, que visa fiscalizar práticas clandestinas na área de estética. Como resultado, o espaço responsável pelos atendimentos foi imediatamente interditado pelas autoridades sanitárias, reforçando a preocupação com os riscos à saúde decorrentes de procedimentos feitos fora das normas regulatórias.
Conforme informações da administração municipal, o salão possuía autorização apenas para funcionamento como estabelecimento de beleza tradicional. Entretanto, constatou-se a realização de procedimentos invasivos, como aplicação de toxina botulínica e tratamentos de varizes, com uso de medicamentos injetáveis, em ambiente não autorizado e sem supervisão técnica adequada. Esses atendimentos ocorridas em um espaço sublocado, sem autorização do órgão sanitário competente.
Durante a fiscalização, foramLavrados autos de infração contra o responsável técnico e o estabelecimento, além da apreensão de produtos vencidos e medicamentos utilizados sem licença sanitária. O responsável técnico também foi levado para esclarecimentos na delegacia.
A operação destacou ainda a ausência de licença sanitária específica para procedimentos invasivos, além de irregularidades na responsabilidade técnica no local. Essas ações reforçam o compromisso das autoridades de coibir atividades ilegais que representam risco à saúde pública.
O secretário do Gabinete de Gestão Integrada Municipal de Niterói salientou a importância da atuação integrada entre os órgãos, apontando que a cooperação coordenada possibilitou respostas rápidas e eficazes às denúncias recebidas. Ele destacou que ações assim visam proteger a população ao responsabilizar estabelecimentos que operam ilegalmente.
A participação da comunidade por meio de denúncias anônimas também foi reforçada como elemento essencial para orientar futuras fiscalizações. A população pode utilizar o Disque-Denúncia para relatar suspeitas de atividades irregulares, colaborando com o trabalho das forças de segurança e fiscalização.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



