Boatos sobre a realização de um concurso público da Petrobras em 2026 têm sido disseminados nas redes sociais, mas as informações são falsas. Postagens e sites alegam que a estatal abriria milhares de vagas, com salários superiores a R$ 15 mil, além de benefícios diversos. A própria companhia confirmou que não há processo seletivo em andamento ou previsto para o curto e médio prazo.
A assessoria de imprensa da Petrobras esclareceu que não há concursos em andamento nem projeções de novos certames em um futuro próximo. As mensagens que circulam na internet, que apontam a Fundação Cesgranrio como responsável pela realização de um suposto edital com cerca de 1.400 vagas, não têm fundamento, assim como as informações sobre salários elevados e benefícios extras, como vale-refeição, auxílio-creche e participação nos lucros.
Algumas publicações afirmam ainda que o edital estaria “confirmado” para 2026, com remuneração superior a R$ 15 mil, além de citar a existência de mais de mil vagas desde o início do ano. Os exemplos de boatos envolvem dados que a estatal desmentiu categoricamente, reforçando que essas notícias são falsas.
A recomendação da Petrobras é que o público consulte apenas fontes oficiais, incluindo o site institucional, a Agência Petrobras de Notícias e os perfis verificados da empresa nas redes sociais, para obter informações confiáveis sobre concursos ou processos seletivos.
A Fundação Cesgranrio também afirmou que as alegações a seu respeito são infundadas, destacando que as divulgações relacionadas aos concursos são de responsabilidade do órgão contratante e que não há registros de processos em andamento por parte da instituição.
Quanto à realização de concursos em períodos eleitorais, a advogada Caroline Maria Vieira Lacerda, especialista em Direito Público, explica que a legislação não proíbe a abertura de certames nesse período. Entretanto, a Lei nº 9.504/1997 impõe restrições à nomeação de servidores públicos nos três meses que antecedem as eleições até a posse dos candidatos eleitos, visando evitar o uso político da máquina pública. Concursos podem ser anunciados e realizados normalmente, mas a convocação dos aprovados pode sofrer limitações, exceto em casos de concursos homologados anteriormente ou atividades indispensáveis ao funcionamento do serviço público. No contexto de empresas estatais, como a Petrobras, a análise deve considerar tanto o regime jurídico próprio quanto as normas eleitorais vigentes.
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