O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode ser acionado em breve para julgar uma solicitação de inelegibilidade de um deputado federal do Rio de Janeiro, após parecer divulgado pela Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE). O documento recomenda que Carlos Jordy (PL-RJ) seja declarado inelegível por oito anos, o que, na prática, o impedirá de concorrer em futuras eleições até 2032.
A recomendação decorre de uma investigação que aponta irregularidades na campanha para a Prefeitura de Niterói em 2024. A PGE alega que o parlamentar participou ativamente de um esquema que envolveu o uso de mídia e recursos de comunicação para difamar o adversário Rodrigo Neves (PDT). O parecer, assinado pelo vice-procurador-geral Eleitoral, sustenta que Jordy teria utilizado suas redes sociais para divulgar informações vinculadas ao jornal “O Fluminense” de forma coordenada, promovendo conteúdo negativo contra Neves.
De acordo com o entendimento da PGE, o jornal, distribuído de forma gratuita e massiva, veiculava notícias desfavoráveis ao candidato adversário. Além disso, a estratégia incluía antecipar as manchetes do veículo nas redes sociais do deputado, configurando uma ação coordenada e abusiva. Apesar de o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) já ter condenado o proprietário do jornal à inelegibilidade, a nova análise reforça a responsabilidade de Jordy e de sua vice, Alexandra Ferro, sobre o esquema.
Segundo a Procuradoria, a contratação de pessoas para a distribuição dos exemplares demonstra participação direta do parlamentar na campanha irregular. A partir do parecer, a expectativa é que o Tribunal responda ao caso, cujo relator é o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Ainda que não haja uma data definida para o julgamento, a orientação estatal sugere uma alta probabilidade de condenação em breve, incluindo a inelegibilidade de Jordy.
A defesa do deputado reforça que o parecer não reflete o conjunto de provas presente no processo. Eles apontam que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro já havia julgado o caso favoravelmente a Jordy, ao rejeitar o recurso que buscava sua condenação. Os advogados afirmam que não há motivos para modificações no entendimento das instâncias inferiores e acreditam na manutenção da decisão favorável ao parlamentar.
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