maio 7, 2026
maio 7, 2026
07/05/2026

Polícia Militar do Rio denuncia partido por apoio ao Hamas e incitação à violência

A oficial da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Adriana Kutwak, protocolou uma denúncia junto ao Ministério Público Federal contra Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária (PCO). A ação é baseada em manifestações públicas e postagens em redes sociais que expressam apoio às organizações Hamas e Hezbollah.

De acordo com o documento, o PCO tem reiteradamente manifestado posições favoráveis ao Hamas e às ações relacionadas ao ataque ocorrido em 7 de outubro de 2023, contra Israel. Nesse episódio, cerca de 1.200 pessoas foram mortas, e 251 reféns foram levados para a Faixa de Gaza, conforme informações divulgadas por veículos internacionais com base em dados israelenses.

A denúncia destaca postagens nas redes sociais em que o partido, ou seu líder, Rui Costa Pimenta, utilizam a expressão “1.000% com o Hamas”. Essas manifestações também foram verificadas em registros associados ao presidente do PCO, conforme apurado por uma agência de notícias.

Além disso, a representação aponta publicações que referem o episódio de 7 de outubro como “um dos dias mais gloriosos da história da Humanidade”. Tais declarações teriam sido feitas em eventos, atos públicos e coberturas jornalísticas relacionados à data.

O documento solicita ao MPF que avalie a abertura de investigação para apurar os fatos relatados. Caso sejam constatadas condutas ilícitas, o órgão deve responsabilizar os envolvidos. O pedido inclui ainda recomendações para ações destinadas a evitar a propagação de discursos de ódio, apologia ao terrorismo, intolerância religiosa e antissemitsmo.

A representante da polícia afirmou que manifestações de caráter extremista ultrapassam o campo do debate político, reforçando a preocupação com o impacto dessas posições. Segundo ela, apoiar grupos que praticam atos de violência contra civis, além de incitar a violência, também promove o desrespeito a grupos vulneráveis, como mulheres e pessoas LGBTQ+. O Ministério Público Federal agora deve decidir se abrirá procedimento investigativo sobre o caso.


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