Na terça-feira (16/06), a Prefeitura de Maricá promoveu uma capacitação dirigida a profissionais que atuam no combate à violência contra a mulher e na atuação junto ao Juizado Especial Criminal (JECrim). O evento ocorreu na Universidade de Vassouras, localizada no bairro Flamengo, e foi destinado aos advogados inscritos no programa “Advoga Social”, com o objetivo de aprimorar a assistência às vítimas, reforçando a abordagem humanizada e especializada na atuação dos profissionais.
A iniciativa faz parte do processo de qualificação do time envolvido na política pública de enfrentamento à violência doméstica, que visa ampliar o acesso da população à Justiça no município. Atualmente, o programa conta com 98 advogados credenciados que atuam em diferentes áreas jurídicas, incluindo a proteção às vítimas de violência.
O secretário de Justiça e Cidadania, Eduardo Carlos de Souza, destacou a importância de capacitar os profissionais que estão na linha de frente do atendimento, sobretudo na escuta das vítimas. Segundo ele, é fundamental oferecer treinamentos específicos que alinhem os procedimentos adotados e aprofundem o entendimento sobre a relevância da política pública. O secretário reforçou a necessidade de acolhimento respeitoso e sensível às mulheres que chegam às delegacias em momentos de vulnerabilidade, buscando garantir um atendimento qualificado, jurídico e humanizado.
Durante o encontro, questões jurídicas, os procedimentos junto ao JECrim e a relevância da escuta ativa foram amplamente discutidas. A palestrante Marilha Boldt ressaltou que o combate à violência doméstica exige preparo técnico e esforço conjunto. Ela destacou que a formação de profissionais que atendem essas mulheres é um investimento na proteção e na garantia do acesso à Justiça, podendo fazer a diferença entre a perpetuação da violência e a possibilidade de reconstrução de uma vida livre de abusos.
Atualmente, a cidade mantém suas ações em andamento, com os profissionais ainda recebendo orientações e realizando treinamentos complementares para fortalecer a rede de proteção às vítimas.
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