julho 12, 2026
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12/07/2026

Prefeitura de Niterói planeja demolir arquibancadas do Caio Martins após cessão do terreno

Niterói discute o futuro do Complexo Esportivo Caio Martins após o prefeito anunciar planos de demolir as arquibancadas do estádio, assim que o município assumir oficialmente a área, cuja cessão ainda não foi concluída pelo Governo do Estado. Até o momento, o espaço permanece sob gerenciamento da Secretaria de Esporte e Lazer estadual, aguardando a finalização do processo de transferência de uso, coordenado por um grupo de trabalho estadual.

A proposta da Prefeitura prevê a demolição apenas das arquibancadas e da estrutura do estádio, enquanto o ginásio poliesportivo e a piscina olímpica permanecerão. A intenção é transformar a área em um amplo parque público voltado ao esporte, lazer e convivência, compatível às necessidades do entorno urbano. Um projeto de reforma deve ser submetido a consulta popular, permitindo a participação da comunidade nas definições do novo espaço.

O plano para o espaço também está relacionado às próximas etapas de uma importante obra de infraestrutura na cidade: a macrodrenagem do bairro de Icaraí. Concluído em dezembro de 2025, o projeto básico da intervenção visa solucionar problemas históricos de alagamentos na região, por meio da instalação de cerca de seis quilômetros de redes de drenagem e de um reservatório subterrâneo, com capacidade para armazenar até 80 milhões de litros de água pluvial. A estrutura ficará situada na área do Caio Martins, abrangendo aproximadamente dois terços do campo de futebol e permitindo a liberação gradual da água para o Rio Icaraí, por sistema de bombeamento.

A discussão sobre o complexo esportivo ganhou maior repercussão após a interdição de uma festa junina no local, realizada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública com base em relatório da Defesa Civil de Niterói. Este documento alertou para risco de colapso estrutural das arquibancadas e áreas de acomodação de público, recomendando reforço estrutural ou demolição controlada para garantir a segurança.

Apesar das recomendações, a tradicional Feira Livre da Rua Lopes Trovão permaneceu funcionado normalmente no último sábado, ainda que parte das barracas estivesse próxima às áreas isoladas pela Defesa Civil. A instituição de dispositivos de proteção contra queda de fragmentos também foi sugerida, embora a única sinalização visível tenha sido a fita de isolamento.

Por ora, o Estado não autorizou oficialmente a demolição, aguardando a conclusão do processo de cessão. Assim, a gestão do complexo continua sob responsabilidade estadual, sem confirmação de uma data concreta para eventuais intervenções estruturais.


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