maio 5, 2026
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05/05/2026

Previsão do mercado para inflação de 2023 sobe para 4,36%, mesmo com incertezas internacionais

O mercado financeiro elevou a previsão de inflação oficial para este ano, passando de 4,31% para 4,36%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (6). A pesquisa, feita semanalmente pelo Banco Central, reúne as projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos do país.

A revisão ocorre em meio a instabilidades externas geradas pelo conflito no Oriente Médio, que também impactaram a expectativa de inflação, agora em sua quarta semana de alta. Apesar do ajuste, a estimativa ainda se mantém dentro do intervalo de meta estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), cujo objetivo é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Assim, o limite inferior é de 1,5%, e o superior, 4,5%.

Em fevereiro, a inflação oficial do mês fechou em 0,7%, impulsionada por altas nos preços de transporte e educação, representando uma aceleração comparada a janeiro (0,33%). Mesmo assim, o acumulado em 12 meses caiu para 3,81%, abaixo da marca de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. O dado referente ao mês de março, já influenciado pelos conflitos internacionais, será divulgado na próxima quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para os anos seguintes, o mercado aumentou as projeções de inflação: para 2027, passou de 3,84% para 3,85%, enquanto as estimativas para 2028 e 2029 ficaram em 3,6% e 3,5%, respectivamente.

O principal instrumento do Banco Central para atingir a meta de inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente, ela está em 14,75% ao ano, um nível elevado comparado aos últimos anos. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada no mês passado, a Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual por decisão unânime, após uma sequência de altas. Antes do conflito no Oriente Médio, a expectativa era por uma redução maior, de 0,5 ponto.

O cenário atual mantém a taxa em 14,75% ao ano. A expectativa do mercado é de estabilidade nas próximas reuniões, embora o BC indique que pode reavaliar a política monetária dependendo da evolução dos acontecimentos internacionais. A próxima sessão do Copom, marcada para os dias 28 e 29 de abril, deve definir o rumo dos juros.

A previsão para o final de 2026 permanece em 12,5%, com projeções de redução progressiva para 10,5% em 2027, 10% em 2028 e 9,75% em 2029.

A política de juros influencia diretamente o acesso ao crédito e o desempenho econômico. A elevação da Selic tende a frear o consumo, encarecendo o crédito, enquanto a redução facilita a expansão do financiamento, estimulando a atividade econômica e influenciando a inflação.

No que diz respeito ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa das instituições financeiras para este ano permanece em 1,85%. Para 2027, o mercado projeta crescimento de 1,8%, e para 2028 e 2029, a expectativa de expansão é de 2% ao ano. Em 2025, a economia cresceu 2,3%, de acordo com dados do IBGE, marcando o quinto ano consecutivo de expansão, impulsionado por diversos setores, principalmente a agropecuária.

Quanto ao câmbio, a previsão do mercado aponta que o dólar deverá fechar o ano em torno de R$ 5,40, enquanto a estimativa para o fim de 2027 é de aproximadamente R$ 5,45.


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