Na manhã deste domingo, a linha 634, que conecta a Ilha do Governador à Tijuca, passou a operar sob a gestão da MOBI-Rio, sem aceitar pagamento em dinheiro. Essa alteração representa a primeira aplicação do sistema de pagamento sem uso de dinheiro físico nas linhas municipais de ônibus do Rio de Janeiro, sinalizando a transição para um modelo digital integral, previsto para ser implementado em toda a rede até o final do mês.
A mudança foi acompanhada de perto por autoridades municipais, incluindo o prefeito e o secretário de Transportes, que participaram da inauguração do novo formato. A prefeitura destacou que a alteração se dá em resposta à avaliação de desempenho insatisfatório na prestação do serviço pelos operadores anteriores na região.
Durante o evento, o prefeito ressaltou os benefícios do sistema digital, como maior agilidade e segurança na viagem, além de uma melhora na experiência dos motoristas, que poderão se dedicar exclusivamente à condução dos veículos, sem a necessidade de atuar na venda de bilhetes ou troco. Segundo ele, essas melhorias deverão impactar positivamente o fluxo das viagens municipais.
A partir do dia 30 de maio, todas as linhas de ônibus do município passarão a aceitar somente pagamentos por cartões ou aplicativos, abandonando totalmente o uso de dinheiro em espécie. Essa mudança acompanha o que já é praticado no BRT e no VLT, onde o sistema digital é padrão. Atualmente, cerca de 9% das passagens são pagas em dinheiro, o que facilita a adoção do método eletrônico, de acordo com a Secretaria de Transportes.
Com a adoção do sistema digital, o papel dos motoristas ficará limitado à condução, eliminando a necessidade de venda de bilhetes e gestão do troco. As opções de pagamento válidas incluirão o cartão preto do Jaé (vinculado ao CPF), o cartão verde do Jaé, o aplicação do sistema Jaé e o Riocard, utilizado somente para integrações intermunicipais no Bilhete Único Intermunicipal.
Para os usuários que realizam integração tarifária, a prefeitura reforça que a utilização do cartão preto do Jaé ou do aplicativo será obrigatória, ambos vinculados ao CPF, enquanto os cartões verdes, por não exigirem identificação, não permitirão esse procedimento. A medida visa diminuir riscos de fraude, uma vez que o cartão verde não oferece controle de identificação. Turistas e visitantes poderão utilizar o cartão verde ou o aplicativo do Jaé sem precisar de cadastro de CPF.
A rede de recarga de créditos conta atualmente com cerca de 2 mil pontos de recarga espalhados pela cidade, muitos com opções de pagamento em dinheiro, além da possibilidade de realizar recargas pelo aplicativo. A implementação do formato digital nos ônibus já ocorre no sistema BRT e foi utilizada como base para a expansão às linhas convencionais.
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