Um projeto de desenvolvimento em Maricá avança na implementação de medidas voltadas à conservação ambiental, incluindo a criação de uma reserva permanente de restinga, ações de regeneração de áreas degradadas e o estabelecimento de um centro de pesquisa ambiental. Essas iniciativas fazem parte de uma estratégia para conciliar a construção de um empreendimento turístico-residencial com a preservação do ecossistema local, localizado em uma área de aproximadamente 840 hectares entre a Lagoa de Maricá e o Oceano Atlântico.
Até o momento, apenas 6,7% do território deverá ser ocupado por edificações, enquanto 81% permanece destinado à preservação ou recuperação ambiental. Entre as ações previstas estão a criação de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) com 440 hectares de restinga, considerada a segunda maior do estado e a quinta maior do país, além da regeneração de mais de 270 hectares de vegetação nativa. Um Centro de Referência Ambiental também será instalado, para promover estudos, monitoramento e produção de conhecimento relacionado ao meio ambiente local.
A gestão ambiental do projeto inclui mecanismos de controle atrelados às licenças e às condicionantes estabelecidas pelos órgãos responsáveis. Segundo o responsável pelo empreendimento, as licenças válidas para a fase atual das obras foram concedidas após um processo de licenciamento que durou mais de 15 anos, abrangendo estudos de flora, fauna, recursos hídricos, saneamento e aspectos sociais, com participação de mais de 100 especialistas na elaboração dos projetos.
As obras atualmente em andamento concentram-se na instalação do canteiro de operações, na demarcação das áreas de intervenção, na instalação de viveiro e em ações de manejo ambiental de fauna e flora, além da preparação do sistema viário. Nos próximos meses, a execução de redes de drenagem, abastecimento de água, energia, sinalização e infraestrutura urbana complementar está prevista, incluindo melhorias em áreas externas ao empreendimento, como conexões viárias e obras de mobilidade para Maricá.
Em termos de recuperação ambiental, o projeto prevê a revitalização de trechos degradados da vegetação, estimulando a regeneração de mais de 270 hectares. Essas ações visam fortalecer corredores ecológicos, melhorar conexões entre habitats e ampliar a biodiversidade local, com uma abordagem que combina ações de plantio de mudas em viveiro, manejo ambiental e programas de acompanhamento da fauna e flora.
Um diferencial do projeto é o compromisso de manter as ações de preservação também após a fase de implantação, por meio de uma reserva permanente de restinga e um fundo financeiro, alimentado por meio de uma ecotaxa e pela operação do empreendimento. A administração desses recursos ficará a cargo do Instituto MARAEY, que deverá gerir iniciativas ambientais e sociais de forma contínua.
O monitoramento das ações será realizado por meio do Centro de Referência Ambiental, estruturado para realizar pesquisas, acompanhar a regeneração e apoiar projetos educativos. Essa estrutura contará com a colaboração de instituições acadêmicas e permanecerá sob fiscalização constante dos órgãos ambientais, garantindo transparência e cumprimento das condicionantes ambientais durante toda a execução do projeto.
A estratégia adotada busca equilibrar o desenvolvimento urbano com a proteção ambiental, adotando uma postura de ocupação responsável. Segundo seus responsáveis, a implementação de um empreendimento neste modelo visa preservar a maior parte da área, promovendo a recuperação de espaços degradados, a pesquisa científica e o controle ambiental permanente. O avanço da obra marca o início do cumprimento efetivo dessas metas, cuja transparência e fiscalização são essenciais para assegurar o respeito às condições ambientais estabelecidas.
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