Na Rua Leopoldo Miguez, em Copacabana, foi recentemente instalado um quebra-molas que gerou desconforto entre moradores e condutores da região. A medida, situada em uma via estreita e movimentada, não atendeu às expectativas de melhorias no trânsito, de acordo com relatos recentes.
A rua, que liga a Rua Constante Ramos à Djalma Ulrich, fica paralela às ruas Nossa Senhora de Copacabana e Barata Ribeiro. Sua configuração estrutural apresenta limitações: a via permite a passagem de apenas um veículo de cada vez, além de contar com estacionamento nos dois lados, disposto em ângulo reto de um lado e inclinado de outro. Essas características tornam a circulação ainda mais complexa.
Moradores afirmam que o quebra-molas não responde às principais questões do tráfego local. Segundo relatos, registros de velocidades elevadas são raros na região, o que levanta dúvidas quanto à real necessidade da instalação do redutor de velocidade.
A organização das vagas de estacionamento também é apontada como fator que contribui para os problemas de fluxo. Há críticas à visibilidade nas curvas, muitas vezes comprometida por veículos estacionados perto das esquinas. Especialistas locais sugerem que ajustes na demarcação das vagas poderiam melhorar a segurança, sem impactar significativamente o número de espaços disponíveis.
Em janeiro, após críticas quanto aos transtornos na área, a Companhia Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro (CET-Rio) revelou que avaliava mudanças na configuração do estacionamento na rua, atendendo a uma demanda antiga dos moradores. No entanto, as alterações ainda não foram implementadas.
A CET-Rio justificou a instalação do quebra-molas como uma medida de controle de velocidade, com o objetivo de alertar os motoristas e diminuir a velocidade de acesso às vias transversais, que possuem maior movimento. Quanto às possíveis mudanças na quantidade de vagas, a entidade informou que as discussões continuam em andamento com a associação de moradores. Caso as modificações sejam realizadas, a quantidade de vagas disponíveis poderia ser reduzida em até metade, uma preocupação relevante, visto que muitos prédios na região não oferecem garagem própria.
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