junho 16, 2026
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16/06/2026

Rio lança manual para avistamento responsável de baleias jubarte na orla de Ipanema

A temporada de observationismo de baleias-jubarte no Rio de Janeiro, iniciada em junho, tem atraído grande quantidade de turistas para o litoral carioca. As jubartes, que realizam uma das maiores migrações globais entre a continente antártico e o Brasil, costumam frequentar áreas próximas às Ilhas Cagarras, com maior incidência nos últimos anos. Essas grandes espécies percorrem milhares de quilômetros em busca de águas mais quentes para reprodução na região de Abrolhos, na Bahia, passando pelo litoral carioca em suas rotas migratórias. Além de baleias, os passeios marítimos frequentemente avistam golfinhos, botos, pinguins e outras espécies marinhas, principalmente no período da manhã, devido às condições de mar mais favoráveis.

Em resposta ao aumento da procura por esses passeios, o Visit.Rio, em parceria com as principais operadoras do setor, lançou um manual de boas práticas voltado à preservação da fauna marinha e à segurança dos visitantes. O guia reforça a obrigatoriedade de manter distância mínima de 100 metros das baleias e de evitar interceptar suas rotas naturais, seguindo recomendações do Ibama e do Instituto Baleia Jubarte. O material, disponível digitalmente, busca promover um turismo consciente que não comprometa o bem-estar dos animais.

Segundo o presidente-executivo do Visit.Rio, Luiz Strauss, o documento surgiu devido à rápida expansão do turismo de observação, impulsionada pelas redes sociais, que, apesar de favorável à conscientização, também gerou riscos ambientais. Ele ressalta que a iniciativa pretende garantir uma experiência sustentável, alinhada às práticas de preservação, com segurança tanto para as embarcações quanto para os animais a bordo.

A segurança marítima também é destacada por operadores locais, que alertam para o perigo de aproximações excessivas às baleias, que podem atingir 16 metros de comprimento e pesar até 40 toneladas. O proprietário de uma das empresas, Luiz Nogueira, explica que a navegação deve ocorrer em águas abertas, e que mesmo contatos leves podem representar risco às embarcações, que possuem hélices e lemes.

As baleias jubarte migram anualmente do polo antártico ao litoral brasileiro, buscando condições propícias à reprodução. Nos últimos anos, elas têm sido vistas com maior frequência nas proximidades da costa carioca, especialmente ao redor das Ilhas Cagarras. Isso ocorre porque as espécies procuram águas mais quentes após o verão de alimentação de krill, uma pequena espécie de crustáceo.

O turismo ecológico, por sua vez, é ressaltado como fundamental para a conservação do ecossistema marinho. Os operadores enfatizam que a atividade deve ser encarada como uma oportunidade de conexão com a natureza, promovendo sensibilização ambiental por meio do contato direto com os animais. Com passeios de duração variável, geralmente entre cinco e seis horas, essas experiências exigem preparação adequada dos participantes, especialmente quanto às condições do mar e à necessidade de comportamentos responsáveis, garantindo a continuidade do espetáculo natural com a mínima interferência possível.


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