maio 30, 2026
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30/05/2026

Sistema ferroviário do Rio de Janeiro inicia nova fase com gestão do consórcio Nova Via Mobilidade

Na última sábado, o sistema ferroviário do Rio de Janeiro passou por uma nova etapa de sua gestão. Após o período de transição, o consórcio Nova Via Mobilidade assumiu oficialmente a operação assistida dos trens urbanos, marcando uma mudança na participação do governo na administração da rede. A iniciativa visa estabelecer metas mais rigorosas de desempenho, manutenção e qualidade dos serviços prestados aos passageiros.

No momento, não há alterações no trajetos, horários ou funcionamento das estações. Entretanto, nos meses seguintes, o sistema deverá passar por intervenções voltadas à recuperação da infraestrutura e à melhora na operação. Uma das novidades será a implantação gradual da marca Trens RJ, que substituirá a identidade visual atual em toda a malha ferroviária.

A secretária estadual de Transporte e Mobilidade Urbana destacou que essa fase tem como foco aprimorar a eficiência, segurança e qualidade do serviço para a clientela, que atualmente supera 300 mil usuários diários. Segundo ela, o processo de estabilização e recuperação da ferrovia será conduzido com base em referências técnicas modernas e em metas de desempenho ajustadas às necessidades.

Ao longo dos próximos cinco anos, o governo projeta investir mais de R$ 600 milhões na malha ferroviária. Os recursos têm como objetivo principal a revitalização da infraestrutura, incluindo a substituição de componentes como postes, trilhos, dormentes e transformadores. Além disso, há planos de modernizar a rede aérea, com acompanhamento de auditoria independente para garantir transparência.

Desde o início do período de transição, a Secretaria de Transporte já destinou mais de R$ 160 milhões à rede, o que ajudou na redução dos intervalos entre os trens, diminuição dos tempos de viagem e na substituição de cabos, uma medida importante no combate aos furtos e vandalismo que prejudicam a circulação. O governo também avalia ampliar as ações conjuntas com as forças de segurança para fortalecer o combate às ações ilícitas nos ramais.

A malha ferroviária estadual possui atualmente 270 quilômetros de extensão distribuídos em cinco ramais, três extensões e 104 estações. Com o encerramento do contrato de concessão anterior, a operação passa a ser conduzida por um Contrato de Permissão com validade de cinco anos.

Uma mudança significativa na gestão é o modelo de remuneração da operadora. Em vez de receber pelo número de passageiros, a Nova Via Mobilidade será paga pela quilometragem percorrida pelos trens, semelhante ao sistema estabelecido para o transporte aquaviário estadual. Essa mudança busca maior previsão nos custos operacionais.

O consórcio foi o único habilitado a apresentar proposta para conduzir a operação, tendo sua participação confirmada após análise técnica e validação judicial conduzida pela 6ª Vara Empresarial, por atender às exigências do edital.


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