A vereadora Luciana Novaes (PT), de 43 anos, faleceu nesta segunda-feira (27) em decorrência de problemas de saúde. Ela ocupava o terceiro mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e vinha lutando contra complicações de saúde desde o final do ano passado, quando foi internada em estado grave na UTI devido a uma pielonefrite e infiltrações pulmonares. A causa do óbito não foi divulgada até o momento.
Publicamente conhecida por sua trajetória de resistência, Luciana Novaes enfrentou um grave incidente no início dos anos 2000, quando, enquanto cursava Enfermagem na Universidade Estácio de Sá, foi atingida por uma bala perdida dentro do campus na Zona Norte do Rio. O ferimento a deixou tetraplégica e dependente de ventilação mecânica, com uma previsão de sobrevivência de apenas 1% de acordo com os médicos na época. Após longo período de internação e reabilitação, ela concluiu a graduação em Serviço Social e uma pós-graduação em Gestão Pública.
Essa experiência pessoal influenciou seu trabalho na política, especialmente na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Como deputada municipal, ela atuou em propostas relacionadas à acessibilidade e às políticas públicas de inclusão. Eleita inicialmente em 2016, Luciana Novaes tornou-se a primeira tetraplégica a exercer uma cadeira na Câmara do Rio. Durante seu mandato, apresentou projetos voltados ao atendimento a esse grupo e à ampliação de direitos na cidade.
Embora estivesse na suplência para as eleições de 2024, ela retornou ao exercício do mandato após a licença da vereadora Tainá de Paula (PT), que assumiu temporariamente o cargo para atuar no secretariado municipal. No mês passado, Luciana foi internada após uma série de complicações de saúde que começaram com uma fratura no ombro ocorrida em outubro, evoluindo para pneumonia, infecção urinária e episódios de febre. Apesar da hospitalização, ela participou de sessões plenárias remotamente antes de ser transferida para a UTI.
Ainda não há confirmação sobre o velório ou sepultamento. Autoridades da Câmara Municipal, do PT e familiares adotaram silêncio oficial até o momento.
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