março 18, 2026
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18/03/2026

Unidades de saúde promovem campanha de prevenção ao câncer do colo do útero em março

Unidades de Saúde da Família iniciam campanha de combate ao câncer do colo do útero

As Unidades de Saúde da Família (USFs) deram início, nesta quinta-feira (19), às ações da campanha Março Lilás, voltada à conscientização e prevenção do câncer cervical. O movimento nacional busca promover o uso do exame preventivo (Papanicolau) e a imunização contra o vírus HPV, considerados fundamentais na redução da incidência da doença.

As atividades estão programadas para acontecer em diferentes locais ao longo da semana. A primeira ocorrerá no Polo Sanitário Augusto Sena, em Rio do Ouro. Nos dias seguintes, os eventos serão realizados na Clínica Municipal Gonçalense do Colubandê e na USF Irmã Dulce, na Trindade, na sexta-feira (20). Na próxima semana, até o dia 25, as ações chegam à Clínica Municipal Gonçalense de Lagoinha e à USF Mahatma Gandhi, no Jardim Califórnia. O ciclo de atividades termina na USF do Antonina, no dia 26.

Segundo a subsecretária de Atenção Primária, Vanessa Peres, embora o câncer do colo do útero seja frequentemente associado à campanha Outubro Rosa, a relevância do tema justificou a ampliação para todo o mês de março. Ela reforça a importância da realização regular do exame preventivo, que está disponível em quase toda a rede básica de saúde, além da vacinação contra o HPV, principal medida primária de proteção.

O câncer cervical apresenta altas taxas de evitabilidade e cura, especialmente com detecção precoce. Contudo, continua sendo uma das principais causas de mortalidade feminina por câncer no Brasil. A infecção pelo HPV, transmitida por via sexual, é um fator de risco relevante. Mulheres entre 25 e 64 anos, com vida sexual ativa, devem realizar o exame a cada dois anos para identificar possíveis lesões no colo do útero precocemente.

A vacina contra o HPV pode ser aplicada em crianças e adolescentes de 9 a 14 anos e 11 meses, incluindo meninos e meninas, além de jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam a imunização. A proteção contra tipos de HPV de alto risco, responsáveis por diversos cânceres — como os de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta — é o principal benefício da vacinação. Ela também é recomendada para grupos específicos, como vítimas de violência sexual, pessoas com condições clínicas especiais, portadores de HIV/AIDS, transplantados, pacientes oncológicos e usuários de Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP), até os 45 anos.

A administração do imunizante deve idealmente ocorrer antes do início da vida sexual, garantindo maior proteção contra o vírus. A vacina combate os tipos de HPV de baixo risco, que causam verrugas genital, e os de alto risco, ligados ao desenvolvimento de vários tipos de câncer. Essas ações visam à prevenção e ao controle da doença, contribuindo para a diminuição das taxas de mortalidade por câncer cervical.


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