Na manhã desta quinta-feira, o secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, João Pires, prestou depoimento na Delegacia de Homicídios de Niterói, após sofrer uma perseguição na noite de segunda-feira na região de São Gonçalo. Ele revelou que já vinha recebendo ameaças há tempos, antes do incidente, e que essas intimidações haviam sido registradas anteriormente, sem detalhes divulgados para proteger as investigações em andamento.
O episódio, inicialmente considerado como uma possível tentativa de assalto na RJ-106, sentido Maricá, ganhou nova atenção após indicações do prefeito do Rio, Eduardo Paes, de que se tratava de um atentado. Assim, as investigações foram transferidas para a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, que atualmente conduzem as apurações. Segundo Pires, dois homens armados estavam em um carro preto que o perseguiu por aproximadamente dois quilômetros, uma situação que chamou a atenção das autoridades para uma análise mais detalhada do caso.
Durante a entrevista, o secretário comentou que seu padrão de segurança mudou devido às fiscalizações mais rigorosas feitas pela pasta contra irregularidades em postos de combustíveis. Ele relacionou essa mudança a possíveis ameaças por parte de grupos associados à chamada “máfia dos combustíveis”, que atua em diversas regiões do país. Pires reforçou que, embora o foco das ações seja a fiscalização, a presença de organizações ilícitas na área é uma questão nacional.
Após o acontecido, ele recebeu apoio na segurança, com reforço de pessoal e acompanhamento das forças de segurança do estado. Mesmo com o episódio, João Pires informou que continuará desempenhando suas funções normalmente até o fim do mandato, previsto para acabar no dia 30 de março, ressaltando a importância de evitar especulações e de aguardar que a Polícia Civil esclareça os fatos.
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