Manifestantes se reuniram nesta quinta-feira (30), na região de Alcântara, em São Gonçalo, para reafirmar o pedido pela extinção da escala de trabalho 6×1. A mobilização, promovida em parceria com o projeto “Quero Viver”, contou com ações nas redes sociais e uma concentração no local, onde os participantes carregaram bandeiras e demonstraram suas manifestações por melhores condições de descanso e lazer.
A iniciativa surgiu do desejo de alterar uma rotina considerada exaustiva por muitos trabalhadores. Em depoimentos, alguns relataram que a atual escala de trabalho prejudica sua qualidade de vida, dificultando momentos de convivência familiar e autonomia para tarefas pessoais. Um dos participantes destacou que a rotina inclui tarefas extras ao período de trabalho, como cuidados pessoais, tarefas domésticas e procedimentos bancários, mesmo em dias de folga.
Entre os símbolos da mobilização, estão a coleta de assinaturas para um abaixo-assinado dirigido ao Congresso Nacional, que será entregue por representantes locais assim que atingir a meta de apoiadores. A proposta é que as manifestações e demandas sejam apresentadas pelos representantes da comunidade brasileira na capital federal.
A discussão em torno do tema permanece em alta na esfera política e nas redes sociais. Recentemente, o Governo Federal manifestou-se favorável à aprovação de uma proposta de lei que visa eliminar a escala 6×1 em um prazo máximo de três meses. A formalização aconteceu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinar uma mensagem enviada ao Congresso com validade de urgência constitucional.
Atualmente, há duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) relacionadas ao assunto na Câmara dos Deputados. Uma, de 2025, apresentada pela deputada Erika Hilton, propõe uma jornada de trabalho reduzida, adotando uma escala 4×3. A outra, de 2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes, sugere uma redução da carga de 44 para 36 horas semanais ao longo de uma década. Essas propostas foram agrupadas, visando tramitação conjunta.
Além das PECs, o Executivo enviou ao Congresso um projeto de lei, também com status de urgência, propondo redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com direito a dois dias de folga remunerada. Caso aprovadas, as propostas precisarão passar por votações no plenário de ambas as Casas Legislativas, requerendo apoio de pelo menos 308 votos em dois turnos na Câmara e 49 no Senado. As próximas fases de análise definirão se as mudanças poderão ser implementadas oficialmente.
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