junho 11, 2026
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11/06/2026

Aeroporto de Maricá deve ampliar pista até 2045 para voos regionais e de carga

O projeto oficial de ampliação do Aeroporto de Maricá prevê uma expansão da pista e alteração na capacidade de operações, com foco na oferta de voos regionais e de cargas, além de manter o atendimento ao setor de petróleo. No entanto, os voos internacionais considerados na proposta referem-se principalmente à aviação executiva, como jatos privados e corporativos, e não a voos comerciais de turismo.

Atualmente, a infraestrutura do aeroporto, localizado no centro da cidade e gerenciado pela Codemar, atende principalmente ao segmento de petróleo, com predominância de operações de helicópteros que transportam trabalhadores às plataformas marítimas. A ideia é aumentar a pista de cerca de 1.190 metros para 1.800 metros até 2045, viabilizando o recebimento de aeronaves maiores e possibilitando o funcionamento de voos regionais de passageiros e cargas.

Para ingresso de voos internacionais comerciais, o aeroporto precisaria de estrutura adicional, como alfândega, controle de passaportes, fiscalização sanitária e autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Esses requisitos envolvem custos elevados e dependem do volume de demanda de passageiros. Como exemplo, o Aeroporto de Cabo Frio, que já possui pista ampla, alfândega e estrutura internacional, enfrenta dificuldades em manter voos regulares desde março de 2025, evidenciando que a ampliação da pista por si só não garante o fluxo de passageiros.

Maricá possui diferenças relevantes que podem impulsionar o potencial de crescimento turístico, incluindo o grande complexo MARAEY, cujas obras estão próximas de início, voltado ao público de alto padrão. Além disso, a cidade dispõe de recursos financeiros elevados, por ser a maior receptora de royalties de petróleo no país e possuir um Fundo Soberano superior a R$ 2 bilhões.

Apesar dessas vantagens, a transformação do aeroporto maricaense em um importante ponto de entrada de turistas internacionais ainda depende de fatores como a concessão à iniciativa privada, que ainda está em andamento. O desenvolvimento da infraestrutura é planejado para os próximos anos, mas a realização de voos internacionais comerciais permanece como uma projeção futura, sujeita a diversas condições e investimentos adicionais.


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