A prefeitura de Niterói inaugurou nesta quarta-feira a Casa Acolher Bárbara Siqueira, uma nova unidade da Secretaria Municipal da Mulher voltada ao acolhimento emergencial de mulheres em situação de violência, com ou sem filhos. O espaço tem como objetivo ampliar a rede de proteção da cidade, oferecendo um ambiente seguro, humanizado e preparado para assegurar escuta qualificada, cuidados e apoio às mulheres que buscam sair do ciclo de violência e reconstruir suas vidas com dignidade.
Durante a cerimônia, a placa inaugural foi descerrada na presença de familiares de Bárbara Siqueira, autoridades municipais, representantes de órgãos de segurança, ativistas e gestores públicos. Entre os participantes estavam o prefeito, a primeira-dama, secretária da Mulher, delegada da Deam Niterói, além de figuras ligadas ao movimento feminista e à sociedade civil organizada.
O prefeito destacou que Niterói completou mais de um ano e meio sem feminicídios, atribuindo esse dado ao conjunto de políticas públicas implementadas na cidade. Segundo ele, ações como o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), os Núcleos de Atendimento à Mulher (NUAM), a Sala Lilás, programas de auxílio social, iniciativas de qualificação profissional e geração de renda contribuíram para esse resultado, fortalecendo a autonomia das mulheres e prevenindo a violência de gênero.
A nova unidade simboliza o esforço contínuo de Niterói na defesa dos direitos das mulheres, inspirado pelo legado de Bárbara Siqueira, cuja história está marcada pelo compromisso com políticas sociais, educação e desenvolvimento social na cidade. A inauguração reforça a estratégia de oferecer um atendimento integrado e contínuo que possibilite às mulheres vítimas de violência acesso imediato a recursos de proteção e apoio para recomeçar suas vidas.
A secretária da Mulher ressaltou que a Casa Acolher é parte de uma política pública estruturada, que visa garantir proteção instantânea e acompanhamento permanente. Ela destacou o esforço da gestão municipal em dialogar e atuar de forma articulada, enfatizando que cada vida é prioridade na luta contra o feminicídio. Após o acolhimento emergencial, as mulheres poderão integrar programas de proteção social e ações que promovem autonomia financeira, contribuindo para a reconstrução de suas trajetórias.
A iniciativa faz parte de uma rede consolidada de enfrentamento à violência contra a mulher em Niterói, que inclui serviços como o CEAM, NUAM e o auxílio social mensal de R$1.518, concedido por até um ano. O objetivo é oferecer suporte humanizado e contínuo, assegurando que vítimas e seus filhos possam permanecer seguros e ter acesso a oportunidades de reinserção social.
Representantes do município ressaltaram que os resultados positivos, como os 17 meses sem feminicídio, são consequência de políticas públicas bem estruturadas e investidas constantes no cuidado às mulheres. A ativista Schuma Schumaher destacou a importância de espaços acolhedores que não tutelam, mas recebem mulheres desesperançadas, devolvendo-lhes esperança e força para seguir adiante. Ela também enfatizou que ações preventivas e integradas podem mudar a realidade de violência de gênero.
O nome da casa homenageia Bárbara Siqueira, mulher que dedicou sua trajetória à promoção de políticas sociais e participação em movimentos de liderança. Sua história simboliza coragem, resiliência e compromisso com o bem comum, permanecendo como inspiração para o trabalho de proteção às mulheres na cidade.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



