junho 16, 2026
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16/06/2026

Efeitos do café em jejum variam; cuidados ajudam a evitar desconfortos digestivos

O consumo de café logo ao acordar é uma rotina comum em muitas pessoas, mas a sua relação com o organismo pode variar. A ingestão da bebida em jejum não representa um risco imediato para a saúde da maioria, embora alguns possam experimentar desconfortos digestivos ou sensações de mal-estar.

O café contém cafeína, uma substância que atua estimulando o sistema nervoso central, promovendo maior sensação de alerta e concentração pouco após o consumo. Entretanto, o efeito de estímulo também pode elevar a produção de ácido no estômago, o que, para algumas pessoas, causa desconforto, como azia, queimação ou irritação estomacal. Diversos fatores, como sensibilidade individual, condições digestivas preexistentes e alimentação, influenciam essa resposta.

Para indivíduos saudáveis, o hábito de tomar café em jejum geralmente não traz problemas relevantes. Entretanto, quem sofre de refluxo, gastrite ou maior sensibilidade digestiva tende a relatar maior incidência de sintomas desagradáveis ao consumir a bebida sem um alimento no estômago. Além disso, a cafeína também estimula a liberação de substâncias relacionadas ao estado de alerta, o que, em pessoas mais sensíveis, pode aumentar níveis de ansiedade, nervosismo, ou causar taquicardia.

Algumas estratégias podem diminuir eventuais efeitos colaterais, como optar por refeições leves antes do café ou limitar a intensidade da bebida. Manter-se hidratado ao despertar também é uma recomendação comum para reduzir desconfortos. Na prática, quem não apresenta sintomas ao consumir café de manhã em jejum pode manter sua rotina sem preocupações. Para aqueles que experienciam azia, nervosismo ou palpitações, pode ser aconselhável ajustar o momento do consumo e experimentar tomar a bebida após uma pequena refeição.

Atualmente, estudos investigam a influência do café na produção de cortisol, hormônio associado ao estado de vigília e com níveis naturalmente elevados nas primeiras horas do dia. Contudo, os efeitos ainda variam de pessoa para pessoa, e não há consenso sobre a necessidade de evitar o consumo em jejum. Conhecer a resposta própria ao café é a melhor orientação para adequar hábitos às necessidades individuais.

Por fim, é importante salientar que o café, por si só, não é uma causa direta de gastrite ou ansiedade, embora possa agravar sintomas em quem já apresenta essas condições. Pessoas com refluxo ou gastrite devem estar atentas às reações do organismo e buscar avaliação médica caso os sintomas persistam. Pequenas mudanças na rotina podem ser suficientes para tornar a experiência do consumo mais confortável para cada indivíduo.


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