Na manhã desta sexta-feira (17), trabalhadores de São Gonçalo enfrentaram longas filas na última oportunidade para contestar a cobrança da contribuição assistencial, que gira em torno de R$ 30 mensais por até dois anos. O movimento ocorreu diante do Sindicato dos Empregados no Comércio Atacadista e Varejista de Gêneros Alimentícios (SECGAL), onde centenas de pessoas aguardaram horas para realizar o procedimento presencial.
Ao longo da semana, a fila se manteve extensa, com muitos funcionários chegando na madrugada na tentativa de garantir atendimento antes do encerramento do prazo. Diversos trabalhadores relataram que tiveram que levar cadeiras e bancos para suportar a longa espera, além de criticarem o método de atendimento, que exige a presença física para solicitar o cancelamento do desconto. Essas manifestações refletem a dificuldade de resolver a questão sem comparecimento presencial, problema já apontado em ocasiões anteriores.
Vários relatos destacaram a sobrecarga do sistema, com pessoas voltando ao sindicato várias vezes e enfrentando filas quilométricas, mesmo após tentativas de agendamento prévio ou tentativas de evitar o período de maior movimento. Algumas pessoas relataram ainda que o procedimento poderia ser facilitado por meio de convênios com as empresas, eliminando a necessidade de filas e deslocamentos até o local.
O último dia de abertura de inscrições ocorreu sob resistência, com trabalhadores de diferentes idades reclamando do impacto da espera. Algumas, inclusive, comemoraram que a data coincidiu com aniversários, considerando a experiência como uma forma de constrangimento. Ainda não há manifestação oficial por parte do Ministério Público do Trabalho sobre a situação, que permanece sob observação.
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