maio 17, 2026
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17/05/2026

Geração prateada responderá por metade dos gastos com saúde no Brasil até 2044

Estima-se que em duas décadas, metade dos gastos brasileiros com produtos e serviços de saúde será atribuída a pessoas com 50 anos ou mais. A previsão aponta que, até 2044, esse grupo contribuirá com aproximadamente R$ 559 bilhões de um total estimado em R$ 1,1 trilhão no setor de saúde.

Os dados indicam um crescimento significativo em relação a 2024, quando indivíduos dessa faixa etária eram responsáveis por cerca de 35% de despesas envolvendo medicamentos, planos de saúde, suplementos e outras categorias do setor. A projeção faz parte de um estudo realizado pela data8, especializada em pesquisas sobre envelhecimento e longevidade.

De acordo com o levantamento, o aumento no consumo de serviços e produtos de saúde entre a população de 50 anos ou mais está ocorrendo a uma taxa superior ao crescimento populacional dessa faixa etária. Em 2024, o Brasil tinha aproximadamente 59 milhões de pessoas nessa idade, que correspondiam a 27% do total de habitantes e respondiam por 35% dos gastos em saúde. Para 2044, a estimativa é que esse número aumente para 92 milhões, representando 40% da população e moldando metade do orçamento dedicado ao setor.

Dados específicos do estudo revelam que planos de saúde, medicamentos e suplementos representam cerca de 79% das despesas mensais relacionadas à saúde desse público. Além disso, o impacto financeiro aumenta com o avanço da idade: enquanto indivíduos abaixo de 50 anos destinam cerca de 8% de sua renda ao setor, esse percentual sobe para 14% entre os idosos com 50 anos ou mais.

Analisando por faixas etárias, o consumo mensal de saúde varia conforme o grupo. Pessoas entre 50 e 54 anos dedicam aproximadamente 11% de seus gastos à área, ao passo que entre 70 e 74 anos o índice sobe para 18%. Para aqueles com 80 anos ou mais, essa proporção alcança 21%. Grande parte dessas despesas inclui procedimentos clínicos, exames e materiais utilizados em tratamentos médicos.

A coordenadora do estudo reforça a necessidade de o país estruturar melhor seus recursos para o envelhecimento populacional, tanto na esfera pública quanto na privada. Entre as medidas sugeridas estão a expansão dos serviços de cuidado de longa duração, considerada fundamental diante da mudança demográfica, e o fortalecimento da medicina preventiva. Ela destaca avanços como a diminuição do tabagismo e do consumo de álcool, pontuando que o principal desafio é assegurar não apenas maior longevidade, mas também uma melhor qualidade de vida para os idosos.


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