Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, passou a contar com uma nova Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). A área de aproximadamente 10 hectares localizada no bairro Varginha foi oficialmente reconhecida pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) em 14 de outubro. Com essa inclusão, o município now possui 20 reservas dessa classificação, totalizando cerca de 510 hectares de Mata Atlântica preservada, o equivalente a 510 campos de futebol.
Este incremento eleva para 117 o número de RPPNs reconhecidas pelo órgão ambiental em todo o estado, distribuídas por 35 municípios. As reservas acumulam uma extensão de mais de 9 mil hectares de Mata Atlântica protegida, contribuindo de forma significativa para a conservação do bioma na região.
A recém-criada unidade no bairro Varginha apresenta uma biodiversidade considereável, incluindo espécies como o palmito-jussara, considerado vulnerável, e o xaxim, também conhecido como samambaiauçu, classificado como em perigo. Em termos de fauna, a reserva é habitat para mamíferos como a irara, a paca, a onça-parda, o ouriço-cacheiro e o gato-mourisco, também conhecido como jaguarundi.
As RPPNs são áreas criadas de forma voluntária por proprietários rurais, que realizam o procedimento de averbação no Registro Geral de Imóveis, fazendo com que a proteção seja perpétua e vinculada à propriedade. Essas reservas desempenham papel fundamental na preservação de trechos remanescentes da Mata Atlântica, especialmente em terras privadas, que representam grande parte do bioma na região.
De acordo com o decreto estadual nº 40.909/2007, as RPPNs são unidades de proteção integral, nas quais atividades compatíveis incluem educação ambiental, pesquisa e turismo sustentável. Além disso, o Programa Estadual de Apoio às RPPNs, coordenado pelo Serviço de RPPN do Inea, oferece suporte técnico e orientação aos proprietários interessados na criação e manutenção dessas áreas de preservação.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



